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ECONOMIA

MDIC e ApexBrasil lançam 6ª edição do Elas Exportam, com ampliação para serviços

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Em celebração ao Mês da Mulher, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) lançaram nesta segunda-feira (2/3) edital para a 6ª edição do Programa Elas Exportam. As inscrições já estão abertas.

A iniciativa busca ampliar a participação de empresas brasileiras lideradas por mulheres no comércio exterior. A nova edição representa a expansão do programa, tanto em número de participantes quanto em relação aos setores abrangidos.

“Demos um passo importante ao expandir o programa para o setor de serviços, reconhecendo o papel crescente de áreas como TI, audiovisual e games na pauta exportadora. É um movimento alinhado à transformação do comércio internacional, em que serviços digitais e criativos ganham protagonismo e ampliam significativamente as oportunidades para empresas lideradas por mulheres“, afirmou a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres.

A partir de agora, o programa passa a ser anual, com oferta de 120 vagas para empresas mentoradas, que contarão com acompanhamento individual de mentoras com experiência em comércio exterior e internacionalização.

Inscrições

As inscrições para a 6ª edição ficam abertas durante todo o mês da mulher, até dia 31 de março, por meio dos editais: seleção de mentoradas e  Banco de Mentoras.

Podem se inscrever como mentoradas empreendedoras ou líderes empresariais de empresas formalmente constituídas e em operação no mercado doméstico, que ainda não possuam experiência significativa em exportação, mas tenham interesse em se preparar para a inserção no mercado internacional.

Já para a atuação como mentoras, podem se inscrever mulheres empreendedoras, empresárias, executivas, especialistas ou líderes institucionais que possuam vínculo profissional ativo com empresa, entidade ou organização — pública ou privada — e que detenham experiência comprovada em comércio exterior, internacionalização de empresas, negócios internacionais ou áreas correlatas.

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 O Banco de Mentoras, constituído por meio do Edital de Convocação nº 2/2025, publicado no Diário Oficial da União em 12 de fevereiro de 2025, permanece válido para esta edição do programa. As mentoras já integrantes do Banco serão consultadas quanto ao interesse em permanecer na iniciativa.

Ampliação de mulheres ao comércio exterior

O Programa Elas Exportam busca contribuir para o aumento da participação de empresas brasileiras lideradas por mulheres nas exportações, por meio do desenvolvimento de competências técnicas e socioemocionais relacionadas à internacionalização de negócios.

A iniciativa é voltada a empreendedoras e líderes empresariais com negócios de potencial exportador, mas que ainda não possuem experiência significativa em exportação.

“O Programa integra o conjunto de iniciativas da ApexBrasil voltadas ao fortalecimento da participação de empresas lideradas por mulheres no comércio exterior, no âmbito da estratégia do Programa Mulheres e Negócios Internacionais. Por meio de mentorias, capacitações e acompanhamento especializado, buscamos apoiar o desenvolvimento dessas empresas e ampliar suas oportunidades de inserção e consolidação nos mercados internacionais”, afirmou Ana Repezza, diretora de Negócios da ApexBrasil.

Resultados e reconhecimento

As cinco edições do Elas Exportam até aqui tiveram 219 empresas mentoradas e 196 mentoras envolvidas, alcançando empresas de todas as regiões do país. Em 2025, a iniciativa foi vencedora do Prêmio Igualdade de Gênero no Comércio da Organização Mundial do Comércio (OMC), na categoria Mulheres Empreendedoras.

Casos de sucesso

Entre os resultados concretos do programa estão empresas que avançaram no processo de internacionalização, como a Ôdecasa Bordados, que realizou sua primeira venda para a Itália; a Wecare Skin, que passou a exportar para a Suíça; e a Eri Candle, que estruturou uma linha de produtos voltada à exportação e ao mercado institucional.

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Vagas para o setor de serviços

Pela primeira vez, o contará com vagas específicas para o segmento de serviços, com 30 oportunidades destinadas a empresas das áreas de Tecnologia da Informação (TI), Audiovisual e Games.

Em 2025, as exportações brasileiras de serviços alcançaram o valor recorde de US$ 51,8 bilhões, sendo 65% correspondentes a serviços entregues digitalmente, indicador do dinamismo da economia digital.

Além disso, segundo a OCDE, os serviços representam cerca de 40% do valor adicionado nas exportações de manufaturados do Brasil, evidenciando seu papel estratégico na inserção internacional do país.

A ampliação do programa dialoga com iniciativas recentes do MDIC, como o lançamento do painel interativo “Comércio Exterior Brasileiro de Serviços em Números” (ComexVis Serviços), reforçando a prioridade conferida ao fortalecimento da competitividade internacional do setor.

Enquadramento de política pública

O Programa Elas Exportam integra a Política Nacional de Cultura Exportadora (PNCE) e o Programa Mulheres e Negócios Internacionais da ApexBrasil e tem se consolidado como política pública estratégica de promoção da equidade de gênero e de diversificação da base exportadora brasileira. A iniciativa conta com o apoio do Banco do Brasil e do Sebrae, além de parceria com INPI e ICC Brasil no âmbito da Estratégia Nacional de Propriedade Intelectual (ENPI). Ainda, tem como parceiro a UFRJ para a realização da avaliação de impacto.

Mais informações:
https://www.gov.br/mdic/pt-br/assuntos/noticias/2026/janeiro/mdic-lanca-painel-inedito-com-informacoes-sobre-comercio-exterior-de-servicos

https://apexbrasil.com.br/content/apexbrasil_landingpages/en/elas-exportam.html

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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ECONOMIA

MDIC lança iniciativa para acelerar tecnologias voltadas à resiliência climática

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O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) lançou, em Porto Alegre (RS), uma iniciativa para conectar empresas, instituições científicas e tecnológicas, universidades, startups e governos com o objetivo de acelerar o desenvolvimento e a adoção de soluções inovadoras voltadas ao enfrentamento dos impactos das mudanças climáticas.

O projeto foi apresentado na última terça-feira (18/06) e é financiado pelo programa Euroclima e implementado pelo MDIC, com apoio da Fundação para a Internacionalização das Administrações Públicas (FIAP). A iniciativa prevê a realização de rodadas de negócios, conexões entre ofertantes e demandantes de tecnologias e a articulação de parcerias entre atores nacionais e europeus, com foco em soluções aplicadas à infraestrutura resiliente rural e urbana.

Durante a abertura do evento, o secretário de Competitividade e Política Regulatória do MDIC, Pedro Ivo Sebba Ramalho, destacou a importância da inovação e da cooperação para ampliar a capacidade de resposta do país aos desafios climáticos.

“A resiliência climática é também uma agenda de competitividade. Precisamos fortalecer os mecanismos que conectam conhecimento, tecnologia e investimento para transformar desafios em oportunidades de desenvolvimento sustentável e inovação para o país”, explicou.

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Embora tenha alcance nacional, a iniciativa foi concebida a partir das lições aprendidas com as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024, reforçando a necessidade de ampliar capacidades institucionais e tecnológicas voltadas à prevenção, mitigação e resposta a eventos climáticos extremos.

Na ocasião, também foi apresentado o edital “Conexões em Infraestrutura Rural e Urbana”, lançado pelo MDIC para identificar ofertantes e demandantes de soluções tecnológicas voltadas à resiliência climática. A chamada contempla áreas como monitoramento hidrometeorológico, sistemas de alerta precoce, drenagem urbana inteligente, soluções baseadas na natureza, energia resiliente, mobilidade para evacuação e gestão inteligente de resíduos. As inscrições estão abertas até 3 de julho.

Cooperação para a inovação climática

O projeto reúne parceiros nacionais e internacionais, entre eles a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), a Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), a Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (SICT) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). A iniciativa faz parte do programa Euroclima, voltado ao fortalecimento da cooperação entre a União Europeia e países da América Latina e do Caribe na agenda climática.

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Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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ECONOMIA

MDIC anuncia parcerias com Enap e Caixa para fortalecer a economia de impacto

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O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), por meio da Secretaria de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria (SEV), segue avançando na consolidação da economia de impacto no Brasil. Em evento realizado nesta quinta-feira (18), em Brasília (DF), foi anunciada a formalização do Termo de Execução Descentralizada (TED) com a Escola Nacional de Administração Pública (Enap). 

Ao todo, serão investidos R$ R$ 1.398.798,44. O instrumento prevê ações de estímulo e desenvolvimento a empreendimentos, ecossistemas e políticas públicas subnacionais de economia de impacto, alinhadas à Estratégia Nacional e ao Sistema Nacional de Economia de Impacto Enimpacto e Simpacto, ambos liderados pela SEV/MDIC. 

O TED foi apresentado pela secretária da SEV, Julia Cruz. “Este evento simboliza o conjunto de entregas que a nossa secretaria vem construindo e mostra a beleza da economia de impacto: ela não caminha sozinha. Conversa com a economia circular, com a descarbonização, com a bioeconomia, com todas as frentes da nossa atuação. É essa visão integrada que transforma a economia de impacto em um eixo de desenvolvimento para o Brasil”, explica. 

A parceria também se conecta ao programa Inovativa de Impacto – Ciclo 2026, realizado pelo MDIC e Sebrae, que iniciou nesta semana a jornada de aceleração de 72 negócios. Como correalizadora do programa, a Enap conduzirá a capacitação, mentoria, apoio e acompanhamento a empreendimentos no desenvolvimento de soluções inovadoras. 

A Escola também organizará um ciclo de inovação aberta com gestores municipais, estaduais ou federais para contratação de soluções entregues por negócios de impacto. A proposta é acompanhar equipes de estados e/ou municípios que tenham políticas públicas e/ou legislações específicas de economia de impacto e capacitá-las para contratações públicas de empreendimentos de impacto e para produzir editais de Contratação Pública de Solução Inovadora (CPSI). 

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Para isso, a Enap deve desenvolver cursos de conhecimento da economia de impacto, tendo como público-alvo gestores públicos municipais, estaduais e federais. Estão previstos três cursos com carga horária mínima de aproximadamente 20 horas cada.

Os conteúdos, metodologias, materiais didáticos e demais produtos desenvolvidos serão de titularidade do MDIC e da Enap, podendo ser utilizados, adaptados e disseminados por essas instituições no âmbito de suas competências institucionais. 

Avanços da Enimpacto

Além do TED com a Enap, foi apresentado o Acordo de Cooperação Técnica com a Caixa Econômica Federal – assinado em maio, durante o fórum Impacta Mais – para promover, fortalecer e escalar a economia de impacto no brasil, por meio do desenvolvimento conjunto de iniciativas, instrumentos financeiros, programas e mecanismos de apoio a negócios de impacto.

 A secretária da SEV/MDIC, Julia Cruz, também destacou a importância da Estratégia Nacional de Economia de Impacto, reeditada pelo governo federal em agosto de 2023. “A Estratégia Nacional de Economia de Impacto é uma política pública essencial para fomentar esse ecossistema e garantir que os diferentes atores tenham as ferramentas necessárias para avançar”, afirmou a secretária.

Por meio da inédita Secretaria de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do MDIC (criada em 2023), desde então foram entregues o Simpacto, o Cadimpacto e o Portal Impacta Brasil, e, mais recentemente o programa Inovativa de Impacto – Ciclo 2026.

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Outra conquista anunciada foi a celebração de um Acordo de Cooperação entre a ApexBrasil e a Aliança pelo Impacto, integrante do Eixo Estratégico 1 da Enimpacto, com o objetivo de fomentar investimentos na área buscando a transição para modelos de produção mais sustentáveis. A iniciativa contribui para posicionar o Brasil como referência em economia verde.

Comitê de Economia de Impacto

Após os anúncios, foi realizada a 30ª Reunião Trimestral do Comitê de Economia de Impacto. O encontro é um espaço periódico de atualizações sobre as ações da Enimpacto e o trabalho dos grupos em cada um dos cinco eixos estratégicos.

Nesta edição, a principal pauta foi a evolução do Sistema Nacional de Economia de Impacto, que conta hoje com a adesão de sete estados brasileiros. Os mais recentes a formalizarem ACT com o MDIC foram o Pará, em fevereiro, e o Paraná, em maio. 

Eles se unem a Alagoas, Ceará, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Pernambuco no fortalecimento de uma política pública integrada, harmônica e sinérgica em todo o território nacional, respeitadas as particularidades regionais. 

Como exemplo, representantes do CE e do RN apresentaram iniciativas estratégicas de municipalização da política de impacto que vêm desenvolvendo em suas localidades.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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