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Reforma da Previdência é mais prejudicial às mulheres, avalia Dieese

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CNM/CUT

“As medidas propostas pela nova Previdência exigirão mais sacrifício das mulheres que dos homens”, defende Dieese

As medidas propostas pela reforma da Previdência, se comparadas às regras atuais, exigirão mais sacrifício das mulheres que dos homens, segundo análise do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Econômicos). Em nota divulgada nesta sexta-feira (8), a entidade faz críticas ao texto enviado por Jair Bolsonaro (PSL) ao Congresso Nacional, considerado mais duro que o projeto do governo de Michel Temer (MDB).

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“Mesmo que ambos os sexos percam o direito à aposentadoria por tempo de contribuição e passem a ter a exigência de idade mínima, as mulheres
terão que trabalhar dois anos a mais (dos 60 aos 62 anos), se forem do setor urbano, e cinco anos a mais (dos 55 aos 60 anos), se forem do setor rural. Os homens, ao contrário, permanecerão com as mesmas referências etárias da atual modalidade de aposentadoria por idade”, avalia o Dieese.

A entidade também reprovou o aumento do tempo mínimo de contribuição exigido pela reforma da Previdência
, de 15 para 20 anos. “As mulheres serão, portanto, afetadas tanto pela elevação da idade mínima quanto pelo aumento do tempo mínimo de contribuição e, mais ainda, pela combinação desses requisitos”, argumentou.

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Hoje, os trabalhadores podem se aposentar por idade mínima, por tempo de contribuição ou por uma combinação dos dois fatores. Com exceção dos casos que se encaixam nas regras de transição propostas pelo governo, a nova Previdência prevê que a modalidade por idade seja a única utilizada para o cálculo da aposentadoria, além de impor que o segurados contribuam por no mínimo 40 anos para terem direito a 100% do benefício.

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A aposentadoria por idade é a mais comum entre as trabalhadoras. Em 2017, segundo dados do INSS
(Instituto Nacional do Seguro Social), as mulheres correspondiam a 62,8% do total de aposentadorias nessa modalidade concedidas no RGPS (Regime Geral da Previdência Social). A situação se inverte nas aposentadorias por tempo de contribuição: no mesmo período, os homens equivaliam a 68,1% dos benefícios e as mulheres, 31,9%.

Pensões, BPC e outros benefícios


Tanto a pensão por morte como o BPC, voltado a idosos de baixa renda, têm maior incidência entre as mulheres
Arquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil

Tanto a pensão por morte como o BPC, voltado a idosos de baixa renda, têm maior incidência entre as mulheres

Outro ponto prejudicial às mulheres citado pelo Dieese é a alteração nas regras de cálculo de benefícios como a pensão por morte e o BPC (Benefício da Prestação Continuada). “Em todas essas situações, as mulheres são o público majoritário [entre os que recebem os benefícios] e serão, por isso, mais atingidas do que os homens”, escreveu a entidade.

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Tanto a pensão por morte como o BPC
têm maior incidência entre as mulheres. De acordo com o INSS, do total de dependentes que receberam pensão por morte em 2017, 83,7% eram mulheres e 16,3%, homens. Quanto ao BPC, voltado a idosos de baixa renda que não preencheram os requisitos para a aposentadoria, 59,1% foram destinados às mulheres e 40,9% aos homens.

Regime de capitalização


Criticado pelo Dieese, o regime de capitalização foi uma das bandeiras defendidas por Paulo Guedes nas eleições
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Criticado pelo Dieese, o regime de capitalização foi uma das bandeiras defendidas por Paulo Guedes nas eleições

A nota do Dieese ainda critica a proposta de criação de um regime previdenciário de capitalização. “Esse sistema é uma ameaça à luta das mulheres brasileiras por equidade de gênero e, em face das experiências internacionais, amplia as diferenças existentes entre os sexos nas condições de acesso aos benefícios previdenciários”, rebate.

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De acordo com a entidade, o novo regime proposto, bem como as regras para idade mínima, tempo de contribuição e outros benefícios concedidos pelo INSS, são medidas restritivas que ignoram e tendem a agravar as desigualdades de gênero no País. “[A reforma da Previdência] intensifica ainda mais as dificuldades que as mulheres
enfrentam para adquirir os pré-requisitos necessários a uma proteção adequada no final da vida laboral”, conclui o Dieese.

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Política VG

Vereador/VG se “despede” de entidade; sai a Federal e mira votação histórica de Curvo

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Pré-candidato à Câmara Federal pelo PSB, o Vereador por Várzea Grande, Bruno Lins Rios se licenciou da UCMMAT (União das Câmaras de Mato Grosso), para alçar vôo  mais alto. Empossado na entidade em 2021, Rios terá pela frente dois adversários de peso no partido, sendo a primeira-dama de Rondonópolis, Neuma de Morais e o Deputado Estadual, Alan Kardec. O vereador poderá se engajar exclusivamente como representante de Várzea Grande, já que outro pretendente ao mesmo cargo, o Vereador Rogerinho Dakar (PSDB), vê sua sigla “derretendo”. A idéia de Bruno é “bombar” na cidade industrial, para isso vêm se cacifando financeiramente e logicamente formar dobradinhas, dentre as metas, uma delas é aproximar da histórica votação em 2006 do ex-vereador Chico Curvo, batendo 37 mil votos.

 

 

fonte Oempallador

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Datafolha: 55% dizem que não votam em Bolsonaro de jeito nenhum

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Datafolha: 55% dizem que não votam em Bolsonaro de jeito nenhum
Marcelo Camargo/Agência Brasil – 08.03.2022

Datafolha: 55% dizem que não votam em Bolsonaro de jeito nenhum

Dentre os pré-candidatos ao Palácio do Planalto,  o presidente Jair Bolsonaro é o que apresenta o maior índice de rejeição, aponta pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira: 55% dos entrevistados afirmam que não votariam nele de jeito nenhum. O desempenho é melhor que o apresentado na última pesquisa do instituto, quando essa porcentagem chegou a 60%. As duas pesquisas, contudo, não são diretamente comparáveis, já que houve mudanças na lista de candidatos.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é quem ocupa a segunda colocação no ranking, com rejeição de 37%. Na sequência, vêm o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), com 30%; o ex-juiz Sergio Moro (Podemos), com 26%; e o ex-governador Ciro Gomes (PDT), que registrou 23% no índice.

Em um segundo bloco, com números menores, estão o governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite (PSDB), com 14%; Vera Lúcia (PSTU), que registrou 13% de rejeição; Simone Tebet (MDB) e Leonardo Péricles (UP), ambos com 12%; e Felipe D’Ávila (Novo), que marcou 11%.

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Leite, que perdeu nas prévias do PSDB para o governador João Doria, avalia um convite do PSD para concorrer à Presidência, além da possibilidade de concorrer pelo próprio PSDB no lugar de Doria — hipótese estimulada por aliados.

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A baixa rejeição a nomes do segundo bloco, no entanto, passa também pelo grau de conhecimento desses pré-candidatos entre os eleitores. Lula é o mais conhecido pelos entrevistados: 99% disseram saber quem ele é. O presidente Jair Bolsonaro tem índice de 98%, enquanto 90% afirmaram conhecer Sergio Moro. Ciro Gomes tem 89% de conhecimento e Doria, 80%.

Dos entrevistados, 42% dizem conhecer o governador Eduardo Leite, 31% conhecem Vera Lúcia e 30%, Felipe D’Ávila. A senadora Simone Tebet registra índice de 28%, enquanto Leonardo Péricles tem 20% de conhecimento.

O Datafolha ouviu 2.556 eleitores em 181 municípios de todo o país entre terça e quarta-feira desta semana. A pesquisada foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-08967/2022. O nível de confiança do levantamento – isto é, a probabilidade de que ele reproduza o cenário atual, considerando a margem de erro – é de 95%.

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