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Porta-voz escapa de perguntas sobre áudios vazados entre Bebianno e Bolsonaro

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Porta-voz se ateu a nota do Palnalto em que informa que Jair Bolsonaro já esclareceu os fatos na segunda-feira
Isac Nóbrega/PR – 4.2.19

Porta-voz se ateu a nota do Palnalto em que informa que Jair Bolsonaro já esclareceu os fatos na segunda-feira

O porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, evitou comentar o impacto do  vazemanto dos aúdios
entre o presidente Jair Bolsonaro (PSL) e o ex-ministro de Secrataria-Geral da República Gustavo Bebianno, exonerado na segunda-feira (18). Questionado por jornalistas, o porta-voz se ateu a nota do Palnalto em que informa que o presidente “considera que as informações [sobre a exoneração do ministro] foram devidamente esclarecidas no dia de ontem, por meio da divulgação de nota e um vídeo distribuído aos órgãos de imprensa”.

Os questionamentos dos jornalistas foram sobre os áudios revelados, e não sobre a demissão do ex-ministro. A nota e o vídeo citados pelo porta-voz foram divulgados na segunda-feira, antes de virem a público nesta terça-feira (19) os áudios que revelam que Bebianno de fato conversou com Jair Bolsonaro
na semana passada, ao contrário da versão antes divulgada pelo presidente e por seu filho, o vereador carioca Carlos Bolsonaro (PSC).

As mensagens de áudio trocadas no dia 12 de fevereiro foram divulgadas pela revista Veja
e desmentem a versão dada pelo capitão da reserva, que concordou com o filho, Carlos Bolsonaro, que afirmou que o ministro e o presidente não tinham se falado na data. A atitude de Carlos gerou uma crise interna no governo, que culminou na exoneração de Bebianno.

No entanto, os áudios mostram que os dois, de fato, trocaram mensagens por meio do WhatsApp. Na primeira, Bolsonaro diz para Bebianno cancelar uma reunião com o vice-presidente de Relações Institucionais do Grupo Globo, Paulo Tonet Camargo. “Eu não quero ele aí dentro”, disse o presidente, que disse que não quer que outras emissoras acreditem que ele está se aproximando da Globo
.

Depois, o presidente ainda ordena o cancelamento de uma viagem de Bebianno e ministros Ricardo Salles, do Meio Ambiente, e Damares Alves, da Mulher, Família e Direitos Humanos para o Pará, onde discutiriam projetos para a Amazônia. “Quem tá patrocinando essa ida para a Amazônia? Quem tá sendo o cabeça dessa viagem à Amazônia? Essa viagem não se realizará, tá OK? “, disse o capitão reformado.

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A revista ainda teve acesso a outros áudios trocados posteriormente entre o presidente e o então ministro. Nas mensagens, eles discutem sobre a crise desencadeada após Carlos Bolsonaro desmentir Bebbiano, que afirmou que havia conversado com o presidente por três vezes no dia anterior.

“Capitão, há várias formas de se falar. Nós trocamos mensagens ontem três vezes ao longo do dia, capitão. Falamos da questão do institucional do Globo
. Falamos da questão da viagem. Falamos por escrito, capitão”, disse o ex-presidente do PSL, que ainda atacou a portura de Carlos Bolsonaro. “Ele não pode atacar um ministro dessa maneira, nem a mim nem a ninguém” disse.

“Falar que usou do Whatsapp para falar três vezes comigo, aí é demais da tua parte, aí é demais, e eu não vou mais responder a você”, respondeu Bolsonaro, ríspido. “Você não falou comigo no dia de ontem”, cravou o capitão reformado.

O presidente ainda acusa o companheiro de partido de plantar uma notícia para envolvê-lo na investigação de supostos candidatos laranjas no PSL. “Querer empurrar essa batata quente desse dinheiro lá pra candidata em Pernambuco pro meu colo, aí não vai dar certo”, disse.

“Quem ligou foi você, quem vazou foi você. Dá pra você entender o caminho que você está indo? E você tem que fazer uma reflexão para voltar à normalidade. Deu pra entender? Vou repetir: se você tentou falar comigo, um pra um, se alguém vazou pra Folha, não fui eu, só pode ser você”, completou.

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Durante toda a conversa, o então ministro nega as acusações e ataca Carlos Bolsonaro por dementí-lo em público.  “Quando eu recebo esse tipo de coisa, depois de um post desse, é realmente muito desagradável. Inverta, capitão. Imagine se eu chamasse alguém de mentiroso em público”, argumentou.

“Tanto assunto grave para a gente tratar. Tantos problemas. Eu tento proteger o senhor o tempo inteiro. Por esse tipo de ataque? Por que esse ódio? O que é que eu fiz de errado, meu Deus?”

Entenda a crise no governo Bolsonaro


Gustavo Bebianno era ministro da Secretaria-Geral de Presidência do governo Jair Bolsonaro
Rafael Carvalho/Governo de Transição

Gustavo Bebianno era ministro da Secretaria-Geral de Presidência do governo Jair Bolsonaro

Em denúncia no último dia 9 de fevereiro , o jornal  Folha de S.Paulo
 informou que o PSL repassou verbas públicas para uma candidata a deputada federal em Pernambuco e quatro em Minas Gerais, suspeitas de serem candidatas laranjas  , ou seja, candidatas que não fizeram campanha efetivamente. 

Os repasses teriam sido autorizados pelo ex-secretário geral da Presidência que foi presidente do partido durante o período eleitoral. Depois de ser acusado, o advogado tentou afastar os boatos de que estava mal visto pelo presidente afirmando que ambos conversavam com frequência. “Só hoje falei com o presidente três vezes”, disse na última terça-feira (12).

Depois disso, na quarta-feira (13), o filho de Jair Bolsonaro
e vereador do Rio de Janeiro, Carlos  Bolsonaro, divulgou um áudio do pai afirmando que era uma “mentira absoluta” que ele teria conversado com o então ministro. A publicação foi repostada pelo presidente. Desde então, começou a pressão no Palácio do Planalto pela demissão de Gustavo Bebianno , o que só aconteceu nesta segunda-feira (18).

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Bolsonaro e Lula se atacam em rede social durante posse de Moraes

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Bolsonaro e Lula em eventos com apoiadores
Gabriel de Paiva – 24.07.2022 e Jarbas Oliveira – 30.07.2022

Bolsonaro e Lula em eventos com apoiadores

Perfis de Bolsonaro (PL) e Lula (PT) atacaram-se nas redes sociais durante a cerimônia de posse de Alexandre de Moraes como presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) . O petista e o atual presidente estavam sentados um de frente para o outro no evento.

A conta de Bolsonaro acusou o PT de causar a maior recessão da história do país durante os governos de Lula e Dilma. Também foi publicado que os petistas entregaram o Brasil com o “maior esquema de corrupção” no governo.

“Lula e Dilma deixaram para os brasileiros um país devastado, com 15 milhões de desempregados, prejuízos bilionários nas estatais e obras inacabadas, além do maior esquema de corrupção, o maior número de assassinatos e a pior década para a economia de toda a nossa História”, diz a postagem. 

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Já o perfil do ex-presidente deu um retweet em um post do geógrafo e analista ambiental Pedro Ronchi. A postagem original foi feita no dia 14 de agosto e exalta a criação do SAMU durante o governo de Lula.

“A escolha na eleição é entre o candidato que criou o SAMU e o candidato que imitou pessoas morrendo sem ar na pandemia.”

Os administradores da conta do petista se limitaram a retweetar a mensagem e escrever no post “Dois lados”.

Posse de Alexandre de Moraes no TSE

O ministro Alexandre de Moraes tomou posse nesta noite de terça-feira (16) como novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), durante cerimônia em Brasília. O ministro Ricardo Lewandowski foi empossado como vice-presidente do TSE.

Moraes e Lewandowski estarão à frente do tribunal durante as eleições deste ano. Os eleitores escolherão presidente, senadores, governadores, deputados federais e estaduais em outubro.

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Estiveram presentes na cerimônia os ex-presidentes Michel Temer, José Sarney, Lula e a ex-presidenta Dilma Rousseff. O ex-chefes do Executivo sentaram-se na frente ao atual presidente Jair Bolsonaro (PL), que fiocu ao lado de Edson Fachin, ex-presidente do TSE, e Rodrigo Pacheco, presidente do Senado Federal.

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Fonte: IG Política

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Moraes assume TSE e defende a democracia e a segurança nas eleições

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Cerimônia de posse do ministro Alexandre de Moraes como presidente do TSE
Antonio Augusto/Secom/TSE

Cerimônia de posse do ministro Alexandre de Moraes como presidente do TSE

ministro Alexandre de Moraes assumiu a presidência do TSE com um discurso enfático sobre a defesa do sistema eleitoral, da democracia e ressaltou o combate as fake news.

Moraes falou diante do presidente Jair Bolsonaro (PL) , que já atacou e criticou, sem provas, o sistema eleitoral . Ele também condenou discursos de ódio e quem usa o argumento da ‘liberdade de expressão’ para disseminá-los.

No início do discurso, o novo presidente do TSE afirmou que irá aperfeiçoar a democracia.

“Tomo posse no honroso cargo de presidente do TSE com os mesmo ideais com os quais iniciei minha formação acadêmica pela tradicional faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em 1976: Respeito a Constituição Federal, devoção aos direitos e garantias fundamentais, realização de uma justiça rápida, efetiva e eficiente, fortalecimentos das instituições e concretização e aperfeiçoamento da democracia, pressupostos essenciais para o desenvolvimento do Brasil”.

Sistema Eleitoral

O ministro ressaltou a importância e a segurança do sistema eleitoral brasileiro, gerando uma longa salva de palmas dos presentes da Corte. Quem não aplaudiu a declaração de Moraes, foi o presidente Jair Bolsonaro (PL), que já defendeu diversas vezes a volta do voto impresso.

“Somos 156.454.011 de eleitores aptos a votar. Somos uma das maiores democracias do mundo em termos de voto popular, estando entre as quatro maiores democracias do mundo. Mas somos a única democracia do mundo que apura e divulga os resultados eleitorais no mesmo dia. Com agilidade, segurança, competência e transparência. Isso é motivo de orgulho nacional”, disse Moraes.

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Defesa da democracia

Moraes defendeu a confiabilidade das urnas eletrônicas e a vocação democrática do sistema eleitoral.

“A Justiça Eleitoral atua com competência e transparência, honrando a sua histórica vocação de concretizar a democracia, e autêntica coragem para lutar contra as forças que não acreditavam no Estado Democrático de Direito, e pretendiam, à época de sua instalação, continuar capturando a vontade soberana do povo, desvirtuando os votos que eram colocados nas urnas”, disse o ministro.

E acrescentou: “A vocação pela democracia e a coragem de combater aqueles que são contrários aos ideais constitucionais e aos valores republicanos de respeito à soberania popular, permanecem nesta Justiça Eleitoral e neste Tribunal Superior Eleitoral”.

Liberdade de expressão x liberdade de agressão

Moraes elucidou o público sobre a liberdade de expressão, a “liberdade de agressão” e “liberdade de destruição da democracia”.

“A Constituição Federal consagra o binômio ‘liberdade e responsabilidade’, não permitindo de maneira irresponsável a efetivação do abuso no exercício de um direito constitucionalmente consagrado. Não permitindo a utilização da liberdade de expressão como escudo protetivo para a prática de discursos de ódio antidemocráticos, ameaças, agressões, violência, infrações penais e toda a sorte de atividades ilícitas. Eu não canso de repetir, e obviamente não poderia deixar de fazê-lo nesse importante momento: liberdade de expressão não é liberdade de agressão, de destruição da democracia, de destruição das instituições, da dignidade e da honra alheias”, afirmou o ministro.

Propagação de discursos de ódio

Ainda em menção a liberdade de expressão, o novo presidente do TSE  criticou a propagação de discursos de ódio.

“Liberdade de expressão não é liberdade de propagação de discursos de ódio e preconceituosos. A liberdade de expressão não permite a propagação de discursos de ódio e ideias contrárias à ordem constitucional e ao Estado de direito – inclusive durante o período eleitoral. A plena liberdade do eleitor de escolher seu candidato, sua candidata depende da tranquilidade e da confiança nas instituições democráticas e no próprio processo eleitoral”, ressaltou Moraes.

Combate às fake news

Moraes mencionou que a Justiça Eleitoral vai combater a divulgação de desinformações, ou as famigeradas fake news, durante as eleições que iniciam em outubro. “A intervenção da Justiça Eleitoral, como afirmei anteriormente, será mínima. Porém, será célere, firme e implacável no sentido de coibir práticas abusivas ou divulgação de notícias falsas e fraudulentas. Principalmente aquelas escondidas no covarde anonimato das redes sociais, as famosas fake news. E assim atuará a Justiça Eleitoral, de modo a proteger a integridade das instituições, o regime democrático e a vontade popular. Pois a Constituição Federal não autoriza que se propaguem mentiras que atentem contra a lisura, a normalidade e a legitimidade das eleições”, afirmou o presidente do TSE.

Temer, Lula, Sarney e Dilma acompanharam a posse de Moraes no TSE
Antonio Augusto/Secom/TSE

Temer, Lula, Sarney e Dilma acompanharam a posse de Moraes no TSE

A cerimônia em Brasília reuniu 2 mil convidados. Os adversários e líderes nas pesquisas eleitorais, Lula e Bolsonaro, se encontraram e ficaram frente a frente. Estavam na fileira do petista, os ex-presidentes Temer, Sarney e a ex-presidenta Dilma.

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Fonte: IG Política

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