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Polícia Civil amplia atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica

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Assessoria | PJC-MT

Diretora Daniela Maidel, à frente de projetos importantes voltados para as Delegacias da PJC

Uma nova frente de atendimento para vitimas de violência doméstica vai entrar em atividade na capital de Mato Grosso. O plantão 24 horas, específico para as ocorrências de crimes de violência doméstica e familiar, vai começar nós próximos a funcionar  no prédio da 2ª Delegacia do Carumbé, onde por muitos anos foi o plantão metropolitano, que, atualmente, está anexo a Delegacia de Roubos e Furtos do bairro Verdão.

A central é uma das medidas adotadas pela Polícia Judiciária Civil, com anuência da Secretaria de Estado de Segurança Pública e apoio da primeira-dama do Estado de Mato Grosso, Virgínia Mendes, para ampliar o acolhimento, de forma ininterrupta, às vítimas de violência doméstica, em Cuiabá, localidade que concentra o maior índice estatístico de crimes contra esse público vulnerável.

Outras medidas previstas estão à construção da nova sede da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá e transferências para novos prédios das Delegacias da Mulher de Cáceres e Rondonópolis.

“Isso é uma demanda de toda a rede de atendimento e proteção a mulher. Uma demanda que arrasta há anos e nós,  agora, recebemos essa determinação e também passamos a ter os meios necessários à implantação desse plantão”, afirmou a diretora de Execução Estratégica da PJC, delegada Daniela Silveira Maidel.

De acordo com diretora, o prédio da 2ª DP foi reformado e iniciou adequações internas nas salas para começar o atendimento 24 horas, sete dias por semana, de todas as ocorrências de crimes envolvendo vítimas de violência doméstica e familiar.

“A vítima terá atendimento 24h nesse plantão. A Delegacia da Mulher continua com seu trabalho de expediente e teremos mais uma frente de atendimento que é o plantão, em imóvel próprio, desvinculado da delegacia”, disse a delegada.

A diretora também destacou que haverá melhorias no atendimento das Delegacias Especializadas de Defesa da Mulher de Cuiabá, Rondonópolis e Cáceres. Conforme  ela, Cuiabá vai ganhar uma sede maior, projetada e planejada especialmente para receber as vítimas de violência doméstica e familiar, garantindo atendimento tanto à mulher que se encontra na iminência de sofrer a violência, quanto àquela que já foi vitimada.

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 “Estamos trabalhando na planta da nova sede da Delegacia da Mulher de Cuiabá. Será um imóvel planejado para receber esse tipo de vítima. Cuiabá foi à primeira Delegacia da Mulher a ser implantada e precisamos avançar nesse atendimento. Iniciaremos com o plantão 24h e também com as obras da Delegacia da Mulher”, avaliou.

Para o interior, a diretora informou que haverá troca do prédio da Delegacia da Mulher de Rondonópolis, por estar em um imóvel que não suporta mais a demanda, e inauguração da nova sede da Delegacia da Mulher de Cáceres. Das sete Delegacias da Mulher, as duas cidades são as que ainda apresentam estruturas deficitárias.

As Delegacias da Mulher estão instaladas nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres, Rondonópolis, Barra do Garças, Tangará da Serra e Sinop.  

Medida Protetiva

Outra frente para dar agilidade e segurança às vítimas que buscam pelo atendimento nas delegacias da mulher são as medidas protetivas, que em Cuiabá, desde agosto de 2018, são enviadas ao Poder Judiciário por meio eletrônico, na plataforma do Processo Judicial Eletrônico (PJe). Até o final de março, as Especializadas de Defesa da Mulher de Várzea Grande e Rondonópolis já estarão também enviando as medidas de urgência da Lei Maria da Penha por meio digital.

“O TJ não vai mais receber essas medidas por meio físico e isso para nós é um avanço, uma rapidez nas decisões dessas medidas protetivas. As unidades poderão acompanhar o andamento dessas medidas, porque hoje existe certa dificuldade, ficando a unidade sem saber se foi deferida ou não pelo juiz. Agora podemos prestar informações mais claras para vítima e isso é um avanço considerável no combate a violência contra a mulher”, pontua a diretora.

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Conforme levantamento da Polícia Civil, em todo o Estado de Mato Grosso, o total de medidas protetivas confeccionadas nas delegacias de polícias, no ano de 2018 foi de 10.499, crescimento de 8% em relação a 2017. Somente em Cuiabá o percentual foi  23,4% do total geral do Estado.

Experiência

A delegada Daniela Maidel chefiou por 8 anos a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, da Criança e do Idoso, de Várzea Grande. Foi diretora geral adjunta em 2016 e  delegada regional de Várzea Grande em 2017.

Atualmente no cargo de diretora de Execução Estratégica, a delegada disse que sente uma satisfação muito grande em trabalhar na área de violência doméstica e sexual, segmento este que já estava no planejamento da Diretoria e que, agora, dará prosseguimento nos processos de melhorias de outras estruturas de delegacias, tanto da capital quanto no interior, assim como processos de aquisições diversas para suprir necessidades de quem está na atividade-fim.

“A minha vontade é no final da gestão ter melhorado efetivamente na ponta, quem atende a Polícia Civil nos pontos mais extremos do estado. Sabemos que eles são os representantes do estado ali, não só da Polícia Civil”, afirma.

Empenhada no progresso de vários projetos da Polícia Civil em andamento para os próximos anos, e seguindo a filosofia do delegado geral, Mário Dermeval Aravechia de Resende, de “buscar saídas criativas”, firmando parcerias, convênios e outros, a delegada vê como desafio estar à frente daquele que é considerado o “coração financeiro” da Polícia Civil.

“Essa é uma diretoria muito ampla, que trata dos assuntos mais diversos. Vejo como um desafio, depois de 18 anos na polícia, mudei completamente minha função. Muda a visão, por vezes, a gente pensa que os gestores não sabem o que acontecem, mas não é isso, a gente se vê preso a determinadas situações, como a falta de recurso, que realmente não consegue transpor”, pondera a diretora.

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Criança de 10 anos morre em acidente causado por policial de folga

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Uma criança de 10 anos morreu após uma colisão seguida de capotamento. Um Fiat Uno de cor branca se chocou com um Hyundai i30 de cor preta na madrugada desta terça-feira (16/8). O acidente ocorreu na Estrada Parque Núcleo Bandeirante (EPNB) no começo da madrugada próximo à passarela, sentido Riacho Fundo. A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) confirmou ao Correio que o oficial da corporação, Carlos Roberto de Carvalho Neto, 26 anos, — de folga —, causou o acidente. Ele se recusou a fazer o teste do bafômetro.

À reportagem, a corporação informou que o condutor foi autuado por recusa e, na delegacia, como constatou ser um crime, foi levado para o Instituto de Medicina Legal (IML), onde não se constatou a embriaguez.

Outro passageiro do veículo, um homem de 41 anos, saiu ileso, mas foi transportado para a mesma unidade de saúde com crise nervosa. A motorista, 40, também foi levada ao Hospital de Base, com dor no quadril e na perna esquerda, consciente e orientada.

O Hyudai I30 de cor preta era conduzido por Carlos Roberto de Carvalho Neto, que saiu ileso da colisão. O Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF) atendeu a ocorrência à 0h55 desta terça-feira com quatro viaturas e 15 militares. Em seguida, o local ficou aos cuidados da Polícia Militar do DF (PMDF).

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A Polícia Militar acrescenta que foi acionada à 1h31, desta terça-feira (16/8), para atender a ocorrência de acidente de trânsito com vítima na EPNB. O policial que causou o acidente foi autuado por recusa de fazer o teste do bafômetro. Em seguida, os policiais levaram o condutor do veículo à 27ª Delegacia de Polícia (Recanto das Emas). Após o acidente, os veículos foram liberados no local pela perícia.

Em nota, a PMDF alega que crimes de trânsito são crimes comuns, não militares, e descartou a possibilidade da Corregedoria-Geral da corporação investigar Carlos Roberto, que é soldado da Polícia Militar desde 2019. “Por isso, a investigação é feita pela Polícia Civil e (foi) encaminhada à Justiça”, comunica.

fonte – cb

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Policial flagrado agredindo casal em praça de MG é afastado das atividades, diz PM

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O policial militar flagrado agredindo um fazendeiro de 23 anos e a namorada dele de 18 anos, na noite da última sexta (12) em uma praça na cidade de Paineiras, foi temporariamente afastado das atividades. A informação foi confirmada ao g1 nesta segunda-feira (15) pela Polícia Militar (PM).

De acordo com a corporação, a medida faz parte do processo de investigação do caso e visa garantir a lisura da apuração dos fatos. Nas redes sociais, o governador Romeu Zema (Novo) comentou o caso.

O caso

Um vídeo feito por um colega da vítima e que circulou nas redes sociais, mostra o momento em que o rapaz é abordado e imobilizado por dois policiais. Ele é jogado no chão, enquanto um dos militares segurava as pernas dele o outro o agredia com uma série de socos. A namorada dele tentou intervir, mas também acabou recebendo um tapa na cara do policial, e ambos foram encaminhados para a delegacia.

O autor do vídeo, de 26 anos, também chegou a ser encaminhado para a delegacia. Tanto ele quanto o casal foram ouvidos e liberados.

‘Iam me matar’

Marcos mostra ferimentos causados após ser agredido por policiais militares em Paineiras  — Foto: Marcos Mendonça/Arquivo Pessoal

Marcos mostra ferimentos causados após ser agredido por policiais militares em Paineiras — Foto: Marcos Mendonça/Arquivo Pessoal

Em entrevista ao g1o fazendeiro Marcos Mendonça, de 23 anos, desabafou sobre o caso: “me bateram até eu ficar desacordado, iam me matar”. Ele contou que mora em Belo Horizonte, mas estava de passagem em Paineiras, onde tem uma fazenda de criação de gado.

“Não foi eu. E quando fui saber porque estavam me prendendo, eles já me jogaram por cima da minha namorada, me derrubaram e começaram a me dar muitos socos, inclusive, quando eu já estava imobilizado. Eles me machucaram demais, a ponto de me desmaiar. Estava desmaiado e apanhando, iam me matar. Minha namorada entrou pra tentar me ajudar e ainda deram um soco no rosto dela”, relatou.

Depois disso, Marcos lembra que se levantou, mesmo com dificuldades, quando ele e a namorada foram levados para a viatura.

“Dentro da viatura eles me deram mais uns tapas e fecharam a posta na minha perna. Depois, nós fomos para o hospital fazer corpo de delito e, em seguida, me levaram para Bom Despacho, na delegacia da Polícia Civil. Eu fiquei algemado o tempo todo. Estava atrás da viatura, sangrado. Eu poderia ter tido uma fratura e ter morrido lá atrás e nem iam perceber. Bateram muito na minha cabeça”contou.

Na delegacia, Marcos afirmou que ficou algemado na cela até a chegada do advogado, momento em que foi liberado pelos policiais.

“Deveriam estar protegendo a população. Agora estou com dor em todo corpo e meu rosto está destruído. Como se não bastasse, minha namorada também está com hematomas”, finalizou.

Zema comenta fato

Nas redes sociais, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), comentou o ocorrido, dizendo que tomou conhecimento de uma denúncia de uma pessoa soltando bombas na praça de Paineiras.

“Confio na seriedade e prontidão da nossa PMMG, que está apurando os fatos e tomará as medidas necessárias para coibir atos de violência, seja quem for o agressor”.

Vídeo

Tudo começou quando militares foram até a praça apurar a denúncia de que havia uma pessoa soltando bombas no local, próximo a crianças. A PM disse que ao abordar o jovem ele resistiu e por isso foi necessário a intervenção. Entretanto, a ocorrência não deixa claro se o rapaz era o alvo da denúncia.

Nas imagens que circulam na internet, é possível ver uma discussão entre os dois policiais e Marcos. Depois, o rapaz é derrubado e agredido.

Um dos militares imobiliza Marcos pelas pernas, enquanto o outro golpeia o rosto dele com vários socos. Ele ainda tenta se proteger com as mãos, mas a agressão continua.

Em determinado momento do vídeo, a namorada de Marcos tenta ajudá-lo, mas também é agredida por um dos policiais com dois socos no rosto. Em seguida, ela cai no chão.

Outras pessoas se aproximam da confusão e os policiais algemam o homem, que aparentemente ficou desacordado.

O que diz a PM

Em nota, a PM informou que na noite de sexta-feira (12) foi acionada diversas vezes por moradores com a denúncia de que havia um homem soltando bombas em uma praça, próximo a crianças.

Conforme Boletim de Ocorrência registrado, ao ser abordado, o homem resistiu e, por isso, houve necessidade da intervenção policial. A nota não menciona a agressão à mulher que também aparece na imagem sendo agredida.

A PM esclareceu ainda que após conhecimento das imagens enviadas à instituição, foi instaurado, de imediato, um procedimento para apuração criteriosa dos fatos e adoção das medidas cabíveis.

fonte – g1

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