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Luto: veja as fases desse processo diante de uma perda

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Luto: veja as fases desse processo diante de uma perda
Redação EdiCase

Luto: veja as fases desse processo diante de uma perda

Se você tivesse uma hora de vida, o que faria? Para quem ligaria? O que diria? Essas perguntas ajudam a quebrar o tabu deste tema tão presente na vida de muitos brasileiros, principalmente nesses últimos anos de pandemia de COVID-19.

Para se libertar do peso do luto, o primeiro processo é falar. Falar sobre a morte, sobre o luto por alguém querido ou sobre a nossa própria finitude é a única forma possível de tornar essa realidade ou perspectiva menos assustadora. O luto é algo que não podemos apenas deixar de lado e tentar esquecer, ele é um processo natural, a morte acontece a cada um de nós como resultado do nascimento, e temos que aprender a lidar com ela para termos uma vida plena!

Morte é um tema pouco discutido

Aprendi que há uma forma leve e bonita de falar sobre o assunto. Vivemos como se fôssemos eternos, despreparados para morrer ou ajudar alguém a morrer. A morte é um processo biológico e natural, constituído também por aspectos psicológicos e sociais. Sendo assim, a morte se apresenta como um movimento impregnado de valores e significados que dependem do contexto social e histórico em que se manifesta.

No Brasil, culturalmente a morte é um tabu, tema pouco discutido se comparado às pesquisas realizadas no mundo. Sem reflexão acerca da morte e do morrer, perde-se a oportunidade de construir novos sentidos sobre a finitude. Embora a morte faça parte de cada dia como uma certeza na vida, ninguém conversa abertamente sobre ela. Sem conversa, não há preparação.

Interpretações religiosas sobre a morte

As interpretações religiosas dadas à morte variam com a cultura. Assim, no budismo a morte não é o fim, mas a continuação de um ciclo existente entre vida e morte; no hinduísmo também se interpreta a morte como um recomeço, em que a reencarnação é o passo seguinte, mesma interpretação dada pelo espiritismo. Portanto, a morte como “fim” não existe para essas religiões.

No Brasil, a maior parte da população tem suas crenças influenciadas pelo cristianismo e, para essas pessoas, a morte é o fim da vida terrena, e só haverá outra vida após a vinda de Cristo, quando todos serão julgados e levados ao paraíso ou ao inferno. Assim, um reencontro com o morto só se dará após a morte dos que estão em luto, e por isso estes choram a morte de uma pessoa querida, que estará ausente para sempre da sua vida presente.

Brasileiros debatem pouco sobre morte

Segundo pesquisa feita pelo Studio Ideias, encomendado pelo Sindicato dos Cemitérios e Crematórios Particulares do Brasil (SINCEP) e apresentado pela BBC News Brasil, uma parcela considerável da população brasileira não se sente confortável com assuntos relacionados a morte, que vão da realização de cerimônias fúnebres à liberdade que uma pessoa deve ter ou não para decidir sobre o fim da própria vida.

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Falar sobre o tema foi visto por uma parcela significativa dos entrevistados como algo depressivo (48%) e mórbido (28%). A pesquisa mostrou também que os brasileiros têm ressalvas sobre como e com quem falar sobre a morte: 55% concordaram que “é importante conversar sobre a morte, mas as pessoas geralmente não estão preparadas para ouvir”.

O que é o luto?

Mas o luto, ao contrário do que a maioria pensa, não se trata apenas de morte: é um processo que se dá diante da perda de alguém ou algo de importância emocional para alguma pessoa. Pode ser, sim, morte, mas também pode acontecer por motivos de rompimentos, fim de um namoro, demissão etc. Há o luto da perda da juventude, dos cabelos coloridos, das amizades perdidas, dos filhos idealizados. São muitos lutos e renascimentos.

Dores causadas pelo luto

Não é possível falar em luto sem falar em dor, ou seja, o luto sempre produz o sentimento de dor. Após uma perda é esperado que sentimentos como medo, tristeza, culpa, raiva e insegurança sejam potencializados e, com isso, alguns comportamentos se evidenciam, como o desejo de ficar só e a sensação de falta de energia ou de motivação, por exemplo. É importante observar que, durante o período de luto, suas emoções são respostas às mudanças ocorridas a partir da falta que a pessoa faz em sua vida.

No processo de luto, devemos encontrar uma maneira de suportar a dor da perda, não negá-la, bloqueá-la ou lutar contra, mas encontrar a nossa própria maneira de processá-lo. Como disse Augustus Waters: “Esse é o problema da dor, ela precisa ser sentida” .

Cada pessoa tem a sua maneira de reagir. Por isso, nunca há um padrão, até mesmo sobre os estágios do luto: eles podem durar dias, meses ou, até mesmo, anos. Tudo depende da estrutura emocional da pessoa e de como ela desenvolve esse vínculo com a perda.

“A morte chega em nossa casa, num dia qualquer, interrompe um projeto, engaveta sonhos, esvazia os abraços, emudece a voz, silencia os passos. Sua chegada não pede grandes acontecimentos, se espreita pelos cantos da casa em horários corriqueiros – após o jantar, dormindo, antes do amanhecer, vendo um programa de tv, no meio de um filme, esperando o almoço de domingo – sem cerimônias, uma visita certa, mas ainda assim intrusa.”  (Quando a morte chega em casa: o luto e a saudade de Teresa Gouvêa, 2018).

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Fases do luto

Os sentimentos de perda e luto levam um tempo para que sejam aceitos, infelizmente não somem tão rápido quanto gostaríamos. O luto, como a maioria das coisas, muda! Ele é temporário, mesmo que, às vezes, pareça permanente. Por esse motivo, apresento de forma simples e direta uma pequena explicação sobre as 5 fases que compõem o processo do luto, segundo Kübler-Ross. Confira:

1ª Fase: Choque 

“Choque” é um termo geral para descrever a intensidade do trauma que enfrentamos. Essa fase depende de inúmeros fatores, como a causa da morte, onde ela aconteceu, a forma, entre outras questões, que acabam influenciando diretamente no “nível traumático”.

2ª Fase: Pensamentos Caóticos

Sentimentos caóticos começam a sensibilizar o corpo , expressando emoções projetadas no ambiente externo e pelo sentimento de inconformismo. Uma das fases mais difíceis, pois algumas atitudes não possuem justificativa plausível.

3ª Fase: Afastamento

Quando você acha que finalmente acabou, você começa a se afastar. Isso não é depressão, mas uma tentativa de conservar energia e se renovar. Parte importante do processo.

4ª Fase: Cura

Reconhecer que, desde a perda, você é apenas uma lembrança do que costumava ser, e você precisa descobrir quem é e viver sua própria vida. O enlutado chega, agora, ao momento em que a saudade se torna mais sossegada.

5ª Fase: Renovação

Muitas vezes não acreditamos que conseguiremos voltar ao fluxo normal de nossas vidas , mas com o tempo conseguimos. Por isso, após uma sequência de fases difíceis, mas necessárias, conseguimos perceber a mudança e percorrer todo o processo do luto.

A esperança é o sentimento mais comum em todos os estágios do luto. Até os mais conformados esperam por uma possibilidade de cura. Nesse momento, é fundamental o papel do terapeuta, conservando no paciente a esperança e tentando salvá-lo para que ninguém se entregue. Afinal, a ausência de esperança é o prenúncio do fim.

Por hipnoterapeuta Débora Diniz

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Hipnoterapeuta Débora Diniz (Imagem: Fabiano Diniz)

Hipnoterapeuta formada pela OMNI Hypnosis Training Center, Débora Diniz utiliza essa ciência em suas consultas para auxiliar seus pacientes a encontrarem uma maneira saudável de controlar os medos e comportamentos negativos. Foi pioneira na criação de um Serviço de Terapia Nutricional Parenteral e Enteral e na construção da primeira “sala limpa” para preparo destas nutrições em ambiente hospitalar do Brasil.

Instagram:  @deboradinizoficial

Fonte: IG SAÚDE

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Brasil faz 8.850 testes de varíola dos macacos

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Até o momento, foram realizados cerca de 8.850 exames nos laboratórios de referência, em todo o Brasil, para comprovação de casos de varíola dos macacos, informou hoje (16) à Agência Brasil o Ministério da Saúde. O número de exames realizados diariamente varia de acordo com as notificações e a chegada das amostras aos laboratórios. O país acumula 2,8 mil casos da doença, espalhados por 22 estados.

Atualmente, oito unidades de referência realizam o diagnóstico, sendo quatro laboratórios centrais de Saúde Pública (Lacen), localizados nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Distrito Federal, e mais quatro unidades de referência nacional, sendo duas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Rio de Janeiro e no Amazonas; uma da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); e uma no Instituto Evandro Chagas, no estado do Pará. Dessa forma, o ministério assegurou que “é possível garantir a cobertura do diagnóstico de todo o país”.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, informou em entrevista ao programa A Voz do Brasil, na última sexta-feira (12), que todos os laboratórios centrais de saúde pública estarão aptos a fazer o teste do tipo RT-PCR para varíola dos macacos até o final de agosto.

Expansão

O coordenador do Laboratório de Virologia Molecular da (UFRJ), Amilcar Tanure, defendeu hoje, em entrevista à Agência Brasil, que sejam realizados mais testes e que o número de laboratórios aptos a realizar a testagem seja ampliado. “Eu acho que tem que aumentar isso, para que os pacientes tenham mais acesso. Além disso, como o vírus está dando lesões não tão exuberantes, a recomendação é que pessoas que desconfiem que seja varíola dos macacos procurem atendimento médico, uma unidade de pronto atendimento, e vão se testar”.

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Tanure disse que é intenção da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro criar dois locais para centralizar esses pacientes para coleta de amostras. Um dos centros de testagem funcionaria no Maracanã, na capital, e outro em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. “É muito importante expandir os locais de teste e de coleta e treinar os profissionais de saúde para fazerem uma coleta correta para o teste funcionar bem. Quanto mais a gente testar, mais vai conseguir isolar pessoas infectadas e bloquear a transmissão do vírus”.

A secretaria confirmou que vai abrir nas próximas semanas um posto para coleta de material para testagem de casos suspeitos de varíola dos macacos. O serviço será realizado apenas para pacientes encaminhados por unidades de saúde, após exame clínico. As amostras serão enviadas para análise no Laboratório de Enterovírus do Instituto Oswaldo Cruz e nos Laboratórios de Biologia Molecular de Vírus e de Virologia Molecular da UFRJ, que são referenciados pelo Ministério da Saúde no estado do Rio de Janeiro. Não foi informado, entretanto, onde será o local de coleta de material.

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Fundão

Amilcar Tanure acrescentou que a universidade também está tentando ampliar a testagem. “A gente está tentando abrir um sítio desses no Fundão, no mesmo local onde já atende pacientes com covid-19”, mencionou. Possivelmente, será localizado no mesmo prédio onde funciona o Núcleo de Enfrentamento e Estudos em Doenças Infecciosas Emergentes e Reemergentes da UFRJ, ligado à Faculdade de Medicina. O núcleo dá assistência aos pacientes e acompanhamento clínico para ver quando ocorre a melhora e diminuição das lesões.

O Laboratório de Virologia Molecular da UFRJ realizou até agora 1,3 mil testes de varíola dos macacos, a partir de amostras recebidas dos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. A taxa de positividade de 40% foi considerada elevada pelo pesquisador. O laboratório faz o teste molecular para identificar o vírus que está na pele das pessoas. Até hoje, 368 casos foram confirmados no estado, de acordo com a Secretaria de Saúde

Edição: Aline Leal

Fonte: EBC Saúde

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6 hábitos que prejudicam o desempenho do cérebro

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6 hábitos que prejudicam o desempenho do cérebro
Redação EdiCase

6 hábitos que prejudicam o desempenho do cérebro

Alguns alimentos e hábitos do dia a dia podem auxiliar nas funções cognitivas cerebrais. Outros, porém, podem se transformar em grandes vilões e até potencializar a destruição dos neurônios. “A pessoa que não tem o hábito de realizar a primeira refeição matinal, no caso o café da manhã , estimula constantemente processos pontuais de hipoglicemia, que gera uma quantidade insuficiente de nutrientes ao cérebro, causando sua degeneração paulatinamente”, explica a nutricionista clínica esportiva Fernanda Alves.

Principais vilões para o cérebro

Ainda que vários hábitos e alimentos possam prejudicar o cérebro, alguns, em específico, são considerados os mais perigosos. “Os maiores vilões são o estresse , o álcool, as drogas, a má alimentação, a poluição e o cigarro. A alimentação rica em produtos industrializados, especialmente adicionados de corantes, aromatizantes e conservantes, também se mostra bastante nociva para o cérebro, inclusive para as crianças”, sintetiza a nutricionista Pérola Ribaldo. 

Cafeína também é prejudicial

A nutricionista Gabriela Taveiros explica que a ingestão excessiva de cafeína, presente no café, refrigerantes à base de cola, chocolate e alguns chás, como o mate, também é prejudicial, pois ela é um estimulante do sistema nervoso. 

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Outros h ábitos que também são perigosos 

A seguir, a nutricionista clínica esportiva Fernanda Alves lista alguns hábitos negativos para o cérebro! 

Consumo de alta quantidade de alimentos

O consumo exagerado de alimentos , principalmente dos industrializados, causa o endurecimento das artérias do cérebro, o que influencia na diminuição da capacidade mental. 

Nicotina

Os fumantes contam com os malefícios proporcionados pela nicotina, substância tóxica que tem como um dos sintomas a diminuição encefálica, com a aceleração da morte de alguns neurônios, o que facilita o aparecimento dos sintomas iniciais da doença de Alzheimer. 

Consumo excessivo de açúcar

O alto consumo de açúcar interrompe a absorção de proteínas e outros nutrientes, causando má nutrição e podendo interferir no desenvolvimento do cérebro. 

Noites de sono mal dormidas

Dormir pouco também é ruim. Isso porque o ato de dormir permite ao cérebro descansar. A falta de sono por períodos prolongados acelera a perda de células cerebrais. 

Poluição

O cérebro é o maior consumidor de oxigênio do corpo, por isso, inalar ar contaminado ou poluído diminui sua oxigenação, provocando uma diminuição da eficiência cerebral. 

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Fonte: IG SAÚDE

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