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Saúde

Fiocruz alerta para aumento da Covid-19 no município do Rio

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Um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgado nesta terça-feira (31) alertou para a possibilidade de aumento do número de casos da Covid-19 no município do Rio de Janeiro.

Segundo os pesquisadores do Observatório Covid-19, números da capital fluminense apontam para uma “reversão da tendência de queda de casos”. Os especialistas alertam também para a situação do estado, com oito municípios com taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 em 100%.

“O município do Rio de Janeiro apresenta reversão da tendência de queda de casos, e o estado do Rio de Janeiro, por sua vez, apresenta oito municípios com taxa de ocupação de leitos de UTI Covid-19 em 100%, reacendendo um sinal de alerta para a atual situação da pandemia na cidade”, destacam os pesquisadores do Observatório.

Mais cedo, um levantamento do Laboratório Nacional de Computação Científica, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) mostrou que a variante delta domina com 86% dos casos analisados no Rio de Janeiro.

Na comparação com dois meses anteriores, os casos de delta representavam apenas 6%, e em julho, subiram para 48%.

O trabalho de pesquisa da Fiocruz, com o título “As fases da pandemia na cidade do Rio de Janeiro”, aponta ainda para uma mudança no cenário e tendência de crescimento dos casos de Covid-19 no município.

“As análises mais recentes aplicadas no Brasil mostram recuo no número absoluto de casos e óbitos no país. No entanto, a evolução dos casos no Município do Rio de Janeiro apresentou uma mudança e os dados sugerem aumento do número de casos”, dizia um trecho do documento.

Segundo os pesquisadores, a explosão do número de casos de Covid-19 pode ser resultado de um atraso da notificação de casos maior que a de óbitos, em cenário que revela problemas do fluxo de investigação, notificação e desfecho dos casos, comprometendo a qualidade da vigilância. O estudo sugere que a fase atual é de declínio dos óbitos e crescimento dos casos.

“Há ainda intensa circulação do vírus, e alta transmissão comunitária. É possível dizer que, na impossibilidade de conter novamente este crescimento de casos, e preparo adequado da rede de serviços de saúde, o horizonte a respeito de novo crescimento das mortes é previsível”, afirma a nota.

Alerta para o Brasil

Os pesquisadores da Fiocruz acreditam que ainda é cedo para garantir que a queda observada pelo Brasil para casos e óbitos seja sustentada. A situação do município do Rio de Janeiro serve de alerta para o Brasil, devido ao fato de que a pandemia ainda está longe de ser considerada controlada, e para que medidas sejam tomadas para que outros locais não vivam a mesma reversão da tendência.

“O contexto atual ainda é preocupante. Apesar de estarmos vivendo uma queda de óbitos, o indicativo de reversão da tendência para casos, com novo aumento, é cada vez mais claro. Temos condições mais favoráveis ao diagnóstico adequado, como um aumento nas testagens. Infelizmente, este não parece ser o único fator a explicar o novo cenário”.

Diante dos resultados, a nota da Fiocruz considera adequada a medida de adiamento, por tempo indeterminado, do início do plano de retomada gradual das atividades. Além disso, os pesquisadores reforçam que as medidas precisam ser adotadas não apenas pela cidade do Rio de Janeiro, mas por toda a região metropolitana.

Rio suspende 1ª dose para adolescentes

A Prefeitura do Rio anunciou nesta terça que terá que suspender a vacinação de adolescentes nesta quarta-feira (1ª) por falta de doses da vacina — quando seriam imunizados jovens de 16 anos de idade.

Mas haverá repescagem para quem tem mais de 40 anos. A aplicação da segunda dose também segue normalmente.

A Secretaria Municipal de Saúde do Rio também decidiu manter o início da dose de reforço.

A campanha começa nesta quarta-feira com os idosos que vivem em instituições de longa permanência — que serão imunizados até o dia 10 de setembro.

A partir do dia 13 de setembro, terá início o calendário por idade, começando por quem tem 95 anos ou mais.

Exigência de comprovante de vacina adiada

A Prefeitura do Rio adiou para o dia 15 de setembro o início da exigência do comprovante de vacinação para locais de uso comum. A regra entraria em vigor nesta quarta-feira (1º).

A Secretaria Municipal de Saúde explicou, na última sexta-feira (27), que esse comprovante poderia ser a carteira de vacinação digital do ConecteSUS, a própria caderneta física ou um papel timbrado da Secretaria Municipal de Saúde.

No entanto, o próprio Ministério da Saúde admitiu instabilidades no sistema ConecteSUS— ora as informações demoram a carregar, ora as vacinas nem sequer aparecem.

Os problemas no serviço do Governo Federal são frequentes desde a última semana, segundo os usuários. Além da impossibilidade de emitir o certificado, algumas pessoas têm relatado que as doses já aplicadas não constam no sistema.

FONTE – G1.

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Saúde

Nova fase da Operação Gota beneficia 20 comunidades indígenas na Amazônia

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A partir do próximo domingo (30), o Ministério da Saúde inicia uma nova fase da Operação Gota para beneficiar 20 aldeias indígenas na Amazônia Legal. A ação amplia o acesso à vacinação para comunidades remotas, onde as condições geográficas e de transporte demandam uma logística 100% via aérea para o deslocamento das equipes de saúde. 

A operação segue até o dia 6 de setembro e contempla as comunidades atendidas pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Amapá e Norte do Pará. A população terá acesso à todas as vacinas disponíveis no Calendário Nacional de Vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS). A Operação Gota é uma ação integrada entre as Secretarias de Saúde Indígena (Sesai) e de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), do Ministério da Saúde, e a Força Aérea Brasileira (FAB), do Ministério da Defesa.

A ação também será realizada em comunidades indígenas do Médio Rio Purus, com atividades previstas entre os dias 10 e 20 de setembro. No primeiro semestre deste ano, também foram atendidos os territórios do Alto Rio Negro, Alto Rio Juruá e Vale do Javari. Nesses três territórios, foram visitadas 112 aldeias, aplicadas 13 mil doses e vacinados mais de 8 mil indígenas.

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Planejamento das ações

Antes das missões, os DSEI realizam o levantamento das comunidades com maior dificuldade de acesso e identificam as pessoas que deverão ser atendidas. Também são definidos os quantitativos de vacinas, insumos e demais recursos necessários para a realização das atividades. Além da vacinação, as equipes podem realizar outros atendimentos de saúde durante as missões, conforme as necessidades identificadas em cada território. Entre as atividades, estão assistência médica, avaliação e acompanhamento nutricional e outras ações de atenção à saúde.

Sobre a Operação Gota

A Operação Gota (OG) é uma estratégia interministerial iniciada em 1989 e coordenada pelo Ministério da Saúde desde 1992, com o objetivo de assegurar o acesso à vacinação em regiões remotas da Amazônia Legal.

Em 1996, a estratégia foi incorporada ao escopo técnico do Programa Nacional de Imunizações (PNI), consolidando-se como importante instrumento para a promoção da equidade no acesso aos imunobiológicos e para o fortalecimento das ações de vacinação em territórios de maior vulnerabilidade geográfica e social.

Leidiane Souza
Rayane Bueno

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Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

População de Petrolina (PE) é atendida por carreta de saúde da mulher do Ministério da Saúde; veja como funciona

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Pacientes do SUS que aguardam serviços especializados em saúde da mulher em Petrolina (PE) e região estão sendo atendidas por uma carreta do Ministério da Saúde. Estruturada com equipamentos, insumos e uma equipe multiprofissional, a unidade oferta serviços para diagnóstico precoce de câncer de mama e do colo do útero.

Os serviços fazem parte do programa Agora Tem Especialistas, criado pela Lei nº 15.233/2025, e oferecem consultas, procedimentos, exames e demais ações em atenção especializada à saúde. 

Na unidade móvel, são realizadas mamografias, ultrassonografias pélvicas e transvaginais, biópsias e consultas com especialistas, que interpretam os exames e direcionam a paciente para as próximas fases de cuidado. Em funcionamento de segunda a sexta-feira, pode realizar até 120 atendimentos por dia.

Além do município, pacientes de outras seis cidades também poderão ser encaminhadas para atendimento pelas secretarias municipais de saúde: Afrânio, Cabrobó, Dormentes, Lagoa Grande, Orocó, Santa Maria e a população indígena de Truká (Orocó e Cabrobó).

O secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Sales, acompanhou os atendimentos na carreta nesta sexta-feira (28) e falou sobre como a iniciativa tem diminuído o tempo de espera para esses serviços em todo o país.

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“O programa das carretas está em operação em diversas cidades brasileiras, com o objetivo principal de agilizar o acesso da população aos serviços de saúde, sendo esta uma iniciativa de extrema relevância. Atualmente, em Pernambuco, contamos com cinco unidades móveis — três de saúde da mulher, uma unidade de imagem equipada com tomografia e uma unidade oftalmológica. O fluxo de atendimento abrange todo o ciclo do diagnóstico: da mamografia à ultrassonografia e, caso necessário, será feita a biópsia. Assim, um  ciclo de cuidado completo”, disse o secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Sales.

Mais acesso à saúde

Quinze municípios já foram atendidos no estado pelas carretas do Ministério da Saúde, ofertando serviços especializados em saúde da mulher, exames de imagem e oftalmologia. Ao todo, 13,9 mil pessoas foram atendidas e 34 mil procedimentos foram realizados.

Para ser atendido

As carretas atendem exclusivamente pacientes que foram pré-agendados e encaminhados para a unidade pela secretaria municipal de saúde. Pessoas que já aguardam os exames pelo SUS podem solicitar encaminhamento indo até uma Unidade Básica de Saúde da cidade.

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Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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