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Filmado com iPhone, “High Flying Bird” devassa bastidores da NBA

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Não há nenhum cineasta que se desafie tão intensa e renovadamente no campo da linguagem cinematográfica e suas técnicas como Steven Soderbergh. Seu novo filme, “High Flying Bird”, já em cartaz na Netflix, é mais um dos grandes destaques de sua filmografia.


André Holland e Zazie Beetz em cena de High Flying Birds
Divulgação

André Holland e Zazie Beetz em cena de High Flying Birds

Inteiramente rodado com um iPhone, a exemplo de seu filme anterior (“Distúbio”), “High Flying Bird”
acompanha um engenhoso agente esportivo que tenta favorecer midiaticamente um calouro da NBA enquanto há um lockout, um estado de greve em que jogadores e a liga discutem salários, direitos de imagem, entre outras coisas.

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É um período em que todas as remunerações ficam congeladas e nada relacionado à marca NBA
pode ganhar os holofotes.

Vivido pelo ótimo André Holland, que já havia trabalhado com Soderbergh na série “The Knick”, Ray enxerga nesse momento de crise e apreensão uma oportunidade não apenas de deixar seu agenciado no radar da mídia especializada, como inverter os sinais do negócio. Nessa ação arriscada reside o grande comentário do filme, cujo roteiro é do mesmo Tarell Alvin McCraney de “Moonlight: Sob a Luz do Luar”. A liga e os executivos, em sua maioria brancos, usurpam o talento dos jogadores e patenteiam uma nova e pós-moderna versão da escravidão. É um raciocínio sedutor e pertinente, ainda que carregue consigo algumas incômodas inconsistências, e que serve de base para o jogo de xadrez que Ray monta contra a liga.

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Os diálogos ágeis, os closes claustrofóbicos e as tomadas limpas de vistas panorâmicas do alto de edifícios lembram o cinema cerebral de David Fincher ratificando uma vez mais o cinema camaleônico de Soderbergh, que parece ser o único capaz de rodar todo um filme no iPhone sem que pareça ser esse o caso na sequência de um em que essa percepção era indesviável; e tudo por opção estética.


High Flying Birds: muitas cenas com panorâmicas a partir de arranha-céus
Divulgação

High Flying Birds: muitas cenas com panorâmicas a partir de arranha-céus

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Entre escolhas narrativas e takes, “High Flying Bird”
é um filme absoluto em suas minúcias, mas é também um filme que se acha mais esperto do que realmente é. Por mais criativo que Ray seja, sua linha de raciocínio não é exclusiva e o filme a trata como tal. É um erro de objetivo e propósito. O esmero visual e narrativo de Steven Soderbergh
, aliado ao interesse latente pelos negócios esportivos, no entanto, fazem valer a experiência.

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Vereador/VG se “despede” de entidade; sai a Federal e mira votação histórica de Curvo

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Pré-candidato à Câmara Federal pelo PSB, o Vereador por Várzea Grande, Bruno Lins Rios se licenciou da UCMMAT (União das Câmaras de Mato Grosso), para alçar vôo  mais alto. Empossado na entidade em 2021, Rios terá pela frente dois adversários de peso no partido, sendo a primeira-dama de Rondonópolis, Neuma de Morais e o Deputado Estadual, Alan Kardec. O vereador poderá se engajar exclusivamente como representante de Várzea Grande, já que outro pretendente ao mesmo cargo, o Vereador Rogerinho Dakar (PSDB), vê sua sigla “derretendo”. A idéia de Bruno é “bombar” na cidade industrial, para isso vêm se cacifando financeiramente e logicamente formar dobradinhas, dentre as metas, uma delas é aproximar da histórica votação em 2006 do ex-vereador Chico Curvo, batendo 37 mil votos.

 

 

fonte Oempallador

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Datafolha: 55% dizem que não votam em Bolsonaro de jeito nenhum

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Datafolha: 55% dizem que não votam em Bolsonaro de jeito nenhum
Marcelo Camargo/Agência Brasil – 08.03.2022

Datafolha: 55% dizem que não votam em Bolsonaro de jeito nenhum

Dentre os pré-candidatos ao Palácio do Planalto,  o presidente Jair Bolsonaro é o que apresenta o maior índice de rejeição, aponta pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira: 55% dos entrevistados afirmam que não votariam nele de jeito nenhum. O desempenho é melhor que o apresentado na última pesquisa do instituto, quando essa porcentagem chegou a 60%. As duas pesquisas, contudo, não são diretamente comparáveis, já que houve mudanças na lista de candidatos.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é quem ocupa a segunda colocação no ranking, com rejeição de 37%. Na sequência, vêm o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), com 30%; o ex-juiz Sergio Moro (Podemos), com 26%; e o ex-governador Ciro Gomes (PDT), que registrou 23% no índice.

Em um segundo bloco, com números menores, estão o governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite (PSDB), com 14%; Vera Lúcia (PSTU), que registrou 13% de rejeição; Simone Tebet (MDB) e Leonardo Péricles (UP), ambos com 12%; e Felipe D’Ávila (Novo), que marcou 11%.

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Leite, que perdeu nas prévias do PSDB para o governador João Doria, avalia um convite do PSD para concorrer à Presidência, além da possibilidade de concorrer pelo próprio PSDB no lugar de Doria — hipótese estimulada por aliados.

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A baixa rejeição a nomes do segundo bloco, no entanto, passa também pelo grau de conhecimento desses pré-candidatos entre os eleitores. Lula é o mais conhecido pelos entrevistados: 99% disseram saber quem ele é. O presidente Jair Bolsonaro tem índice de 98%, enquanto 90% afirmaram conhecer Sergio Moro. Ciro Gomes tem 89% de conhecimento e Doria, 80%.

Dos entrevistados, 42% dizem conhecer o governador Eduardo Leite, 31% conhecem Vera Lúcia e 30%, Felipe D’Ávila. A senadora Simone Tebet registra índice de 28%, enquanto Leonardo Péricles tem 20% de conhecimento.

O Datafolha ouviu 2.556 eleitores em 181 municípios de todo o país entre terça e quarta-feira desta semana. A pesquisada foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-08967/2022. O nível de confiança do levantamento – isto é, a probabilidade de que ele reproduza o cenário atual, considerando a margem de erro – é de 95%.

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