conecte-se conosco


Política Nacional

Comissão que analisa impeachment emite notificação a Crivella

Publicado

Em sua primeira reunião, a comissão processante instituída pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro para analisar o pedido de impeachment do prefeito Marcelo Crivella emitiu, na tarde desta sexta-feira (5), notificação ao prefeito. Após receber o documento, Crivella terá 10 dias para apresentar defesa.

A denúncia que pede a abertura do processo de impeachment foi aceita pelos vereadores na terça-feira (2). Foram 35 votos favoráveis à admissibilidade do processo e 14 contra. O presidente da casa, Jorge Felippe, do MDB, não votou. Ele alegou suspeição porque está na linha sucessória da prefeitura, uma vez que o vice-prefeito, Fernando MacDowell, morreu no ano passado.

Apresentada por Fernando Lyra Reys, fiscal da Secretaria Municipal de Fazenda, a denúncia contra Crivella levanta suspeitas de irregularidades em contratos do município relacionados com a exploração publicitária de mobiliário urbano, como pontos de ônibus e relógios digitais. Segundo a denúncia, concessões que autorizavam o uso de 34 espaços públicos por agências de publicidade foram prorrogadas sem previsão legal.

Os três vereadores que compõem a comissão processante foram escolhidos por sorteio. Ela é presidida por Willian Coelho, do MDB, e tem como relator Luiz Carlos Ramos Filho, do Podemos. O terceiro integrante é Paulo Messina, do Pros. Após a apresentação da defesa de Crivella, a comissão terá cinco dias para apresentar seu relatório ao plenário, que decidirá pelo arquivamento ou pela continuidade do processo.

Leia mais:  Governo estuda enviar Exército para combater queimadas na Amazônia

Caso os vereadores optem pelo continuidade, tem início a fase de instrução, na qual são tomados depoimentos e buscados documentos que possam corroborar a denúncia. O trâmite de todo o processo de impeachment pode durar até 90 dias. Na última etapa, a comissão processante apresenta um novo relatório no qual sugere o impedimento do prefeito ou o arquivamento da denúncia. O documento vai ao plenário. Para afastar o prefeito, são necessários 34 votos dos 51 vereadores.

Defesa

Mais cedo, Marcelo Crivella defendeu-se das acusações afirmando que a Procuradoria do Município tinha autorizado um aditivo aos contratos com agências de publicidade. Segundo o prefeito, a prática começou na gestão anterior, com Eduardo Paes, do MDB.

“A iniciativa para fazer esse aditivo não foi minha, veio do governo anterior e demorou muito para ser processada. E esse parecer foi acatado por mim. Há sempre algumas ressalvas, mas não tocava no âmago, naquilo que era importante. [Eu disse:] autorizo, pode ser feito, não há prejuízo para o erário. Aliás, esse é o parecer da Controladoria: que não havia prejuízo para o erário”.

Leia mais:  Candidatos ao Senado disputam apoio bolsonarista nos estados

O prefeito disse que o Rio de Janeiro está vivendo uma crise financeira “tremenda, terrível”, com dívidas deixadas pela gestão anterior, que cancelou empenhos para pagamento de fornecedores que somam R$1,3 bilhões. “Há uma dívida imensa. Naquele momento, nós precisávamos muito desse aditivo para pagar a folha de pagamento, para pagar os aposentados. Todo mundo cobrava mais investimento na saúde, as pessoas no hospital, os aposentados – ninguém pensa neles? Não é justo, então, a gente ter obtido aqueles recursos para cumprir [as obrigações], num momento em que a prefeitura estava rigorosamente sem recursos?”, questionou.

Crivella conversou com a imprensa no evento de lançamento do Programa Territórios Sociais, uma parceria com a ONU Habitat, que vai investir R$ 3,5 milhões em ações para reduzir a vulnerabilidade das famílias residentes nos complexos de favelas com os menores Índices de Progresso Social (IPS): Alemão, Maré, Chapadão, Pedreira, Vila Kennedy, Lins, Penha, Cidade de Deus, Jacarezinho e Rocinha.

Edição: Nádia Franco

Comentários Facebook
publicidade

Política Nacional

Renan Calheiros pode voltar ao Senado caso CPI do MEC seja instalada

Publicado

source
 Renan Calheiros pode reassumir vaga no Senado caso CPI do MEC seja aprovada 21.06.2022
Reprodução/Flickr – 27.06.2022

Renan Calheiros pode reassumir vaga no Senado caso CPI do MEC seja aprovada 21.06.2022

O senador licenciado Renan Calheiro (MDB) discute informalmente com colegas de partido, sobre uma possível volta ao Senado caso seja instalada a CPI do MEC (Ministéria da Educação). A informação foi confirmada com fontes próximas ao senador Antonio Braga, líder do MDB no Senado. 

Calheiros foi relator na última CPI da Covid na casa e atualmente está sob licença parlamentar por 120 dias, período em que deve atuar como coordenador da campanha de seu filho à candidatura para governo do Estado de Alagoas. O líder da oposição, senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP), já recolheu 28 assinaturas e aprovou requerimento onde solicida a abertura da CPI do MEC. O apoio a abertura da CPI ganhou força após a prisão do ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, já solto pela justiça. 

A partir de agora, o requerimento deve encaminhado para leitura do presidente do Senado em sessão plenária para que a CPI seja instalada, porém Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente da casa, já informou anteriormente que a solicitação não terá apoio pois o país realiza eleições este ano “o que prejudica o escopo de uma CPI”, disse Pacheco.  

Leia mais:  Em discurso, Lula diz que 'PSDB acabou', e 'PT continua forte'

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo.  Siga também o  perfil geral do Portal iG.

Comentários Facebook
Continue lendo

Política Nacional

Ao escolher Braga Netto, Bolsonaro rejeita sugestão do Centrão

Publicado

source
O presidente Jair Bolsonaro, em cerimônia no Palácio do Planalto
Isac Nóbrega/PR

O presidente Jair Bolsonaro, em cerimônia no Palácio do Planalto

O Centrão tem muitas vitórias a contabilizar desde que foi incorporado à base de apoio de Jair Bolsonaro, mas nem sempre o presidente atendeu às sugestões do bloco quando o assunto é a eleição em outubro.

Ontem, ao anunciar que o seu vice será o general Walter Braga Netto, Bolsonaro tomou mais uma atitude que contraria o comando político da sua campanha. Ciro Nogueira, Valdemar da Costa Neto e cia queriam que a ex-ministra da Agricultura, Teresa Cristina, ocupasse o posto para criar uma espécie de “fato novo” na disputa contra o ex-presidente Lula.

Desde o fim do ano passado, Bolsonaro já ignorou outras ideias do Centrão, que está preocupado com a alta rejeição do presidente a pouco mais de 3 meses do dia 2 de outubro, data marcada para o primeiro turno das eleições.

Em março, em entrevista ao jornal “Folha de S. Paulo”, o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP-PI) disse que Bolsonaro havia “perdido a narrativa da vacina” contra a Covid-19. Ele afirmou, porém, que a postura do presidente em relação ao imunizante havia mudado, e que ele iria se vacinar.

Leia mais:  Itaipu, autarquia ou assessoria de Bolsonaro: os possíveis destinos de Pazuello

No entanto, Bolsonaro seguiu dizendo que não iria se imunizar. Em dezembro do ano passado, ele chegou a afirmar que também não vacinaria sua filha de 11 anos.

O presidente também segue indo na direção contrária aos conselhos que tem recebido de seus aliados do Centrão em relação aos ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) e às urnas eletrônicas.

Após a PEC do voto impresso ser derrotada na Câmara dos Deputados, no ano passado, o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), fez um discurso pedindo “bom senso” do poder Executivo.“O esticar das cordas passou de todos os limites. Não podemos chegar à eleição com a versão de que este ou aquele foi prejudicado”, disse Lira. na ocasião.

O recado não surtiu efeito. Bolsonaro seguiu disparando contra ministros do STF e repetindo notícias falsas sobre as urnas. Neste mês, por exemplo, ele voltou a evocar acusações falsas de que teriam ocorrido fraudes em 2018. Além disso, questionou a isenção dos ministros Edson Fachin e Alexandre de Moraes para presidir o TSE.

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo. Siga também o  perfil geral do Portal iG.

Comentários Facebook
Continue lendo

Parque Berneck – Várzea Grande

Política MT

Mato Grosso

Policial

Política Nacional

Esportes

Entretenimento

Mais Lidas da Semana