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Saúde

Com alta de Covid e dengue, Acre vive colapso e pedirá médicos à Saúde

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O Acre vive situação de colapso na rede de saúde, com falta de leitos de UTI e médicos para tratamento de pacientes com coronavírus. Além disso, a capital, Rio Branco, vive um surto de dengue, aumentando a pressão sobre o sistema de saúde do estado. A cidade decretou estado de emergência em virtude da doença transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti na semana passada.

Nesse cenário, o governador do estado Gladson Camelli  (PP) irá se encontrar com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para solicitar médicos para atuarem no estado. Os dados mais recentes do portal de acompanhamento da Covid-19 mantido pelo governo do estado revelam que, hoje, não há leito de UTI disponível para pacientes em estado grave com a doença. A taxa de ocupação de leitos de enfermaria exclusivos para coronavírus está em 87,5%.

O secretário municipal de saúde de Rio Branco, Frank Lima, afirmou que a situação da cidade é “extremamente preocupante”.

Além da gravidade dos casos de coronavírus, o estado tem registrado média de 500 casos de dengue por dia. “A Covid está com taxa de letalidade alta, de 1,88%. Já tivemos duas mortes em seis casos de dengue hemorrágica neste ano. Temos médicos afastados por conta da Covid-19. Tudo isso contribui para pressão extrema sobre o sistema de saúde da capital”, afirmou Lima.

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Guilherme Pulici, presidente do sindicato dos médicos do Acre, fez uma ronda nas unidades de pronto-atendimento de Rio Branco e também constatou a falta de médicos. “A situação é de total colapso, e não só em Rio Branco. Nossa segunda maior cidade, Cruzeiro do Sul, também está sem leitos. Na fronteira com a Bolívia, os leitos também estão lotados e muitos vêm de lá para se internar no Brasi”, declarou.

Além da reunião com Pazuello, o governo do Acre trabalha para abrir mais leitos de UTI para os pacientes com coronavírus. Esbarra justamente na falta de pessoal, uma vez que são necessários cerca de 15 profissionais para cada leito de tratamento intensivo na rede pública, entre médicos e técnicos de enfermagem.

Já prefeitura de Rio Branco prepara um plano de contingência para tentar reduzir o alto número de pessoas infectadas pela dengue.

FONTE – CNN BRASIL 

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Saúde

Brasil vai ampliar prevenção do HIV com oferta de PrEP injetável de longa duração no SUS

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O Brasil sediou, nesta segunda-feira (27), pela primeira vez na América do Sul, a 26ª Conferência Internacional de Aids, encontro que reúne especialistas, gestores e representantes de governos para discutir estratégias de prevenção, diagnóstico e tratamento do HIV. Durante o evento, o Ministério da Saúde apresentou dados sobre a resposta brasileira à infecção e as iniciativas em avaliação para ampliar as opções de prevenção no Sistema Único de Saúde (SUS).

Está em avaliação a incorporação de novas tecnologias de prevenção, incluindo a PrEP injetável de longa duração. Uma proposta de incorporação dessa tecnologia, administrada a cada dois meses, foi encaminhada à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e será analisada em agosto.

“O Brasil quer incorporar novas tecnologias de prevenção do HIV porque elas podem ampliar as possibilidades de cuidado e oferecer alternativas para pessoas que enfrentam dificuldades de adesão ao uso diário da medicação”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Padilha destacou ainda que a avaliação de novas tecnologias para o SUS considera critérios técnicos, científicos e econômicos, além das condições de acesso à população. “Para nós, inovação sem acesso não deveria ser chamada de inovação. Inovação sem acesso é injustiça”, afirmou.

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Prevenção combinada

A PrEP é uma estratégia de prevenção do HIV destinada a pessoas que não vivem com o vírus e podem estar expostas a maior risco de infecção. Atualmente, o SUS oferece a PrEP oral, com acompanhamento das equipes de saúde. Desde a incorporação da PrEP oral ao SUS, 356 mil pessoas já iniciaram o uso da profilaxia no Brasil. A escolha da estratégia mais adequada considera as necessidades e condições de cada pessoa.

O Ministério da Saúde também acompanha o desenvolvimento de novas tecnologias de prevenção do HIV, incluindo iniciativas de pesquisa e inovação realizadas no país, como o desenvolvimento de medicamentos de ação prolongada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com instituições privadas.

No SUS, estão disponíveis estratégias de prevenção, como preservativos, gel lubrificante, PrEP, PEP, testagem rápida e autoteste. A rede também oferece tratamento antirretroviral, acompanhamento clínico, monitoramento laboratorial e atendimento multiprofissional para as pessoas vivendo com HIV.

Eliminação da transmissão vertical

Em dezembro de 2025, o Brasil foi certificado pela OPAS/OMS pela eliminação da transmissão vertical do HIV como problema de saúde pública, tornando-se o único país continental a alcançar esse marco. Para isso, o país manteve a taxa de transmissão vertical abaixo de 2% e a incidência da infecção em crianças inferior a 0,5 caso por mil nascidos vivos, além de superar 95% de cobertura em pré-natal, testagem e tratamento das gestantes que vivem com HIV.

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De acordo com relatório da Unaids, o número de mortes relacionadas à aids caiu 57% desde 2010 nos continentes analisados, passando de 1,3 milhão de óbitos, em 2010, para 570 mil, em 2025.

Dados do Ministério da Saúde mostram que, em 2024, o Brasil registrou 9,1 mil óbitos por aids, uma redução de 13% em relação ao ano anterior, quando foram registradas mais de 10 mil mortes.

Além disso, nos últimos três anos, a oferta de testes rápidos para HIV no SUS aumentou 100%. Atualmente, 22% das pessoas que recebem o diagnóstico de HIV iniciam o tratamento no mesmo dia da confirmação da infecção, e mais da metade começa a terapia antirretroviral em até 30 dias.

Deborah Novais
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Campanha do Ministério da Saúde orienta sobre riscos das apostas online e atendimento em saúde mental no SUS

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Em meio ao início do Brasileirão e à realização de grandes eventos esportivos, o Ministério da Saúde coloca no ar a Campanha Nacional de Prevenção aos Danos das Apostas Online. A iniciativa alerta a população sobre os riscos associados ao uso problemático das plataformas de apostas e divulga os serviços de saúde mental oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para o acolhimento e o tratamento de apostadores e familiares afetados. A campanha será veiculada, a partir deste domingo (26), na TV, no rádio e nas redes sociais.

As apostas online, conhecidas como “bets”, estão cada vez mais presentes no cotidiano e podem ser acessadas por diferentes dispositivos, inclusive celulares. Disponíveis 24 horas por dia, as plataformas utilizam recursos como notificações, bônus, apostas em tempo real e recompensas variáveis, que podem estimular a permanência e a repetição das apostas. O uso problemático dessas plataformas pode levar a pessoa a apostar por mais tempo ou gastar mais do que havia planejado, com possíveis impactos na saúde mental, na situação financeira, na rotina e nas relações familiares e sociais.

O Transtorno do Jogo é reconhecido pela Classificação Internacional de Doenças (CID) e pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM) como um transtorno de comportamento aditivo. Segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), a condição afeta cerca de 1,2% da população adulta mundial.

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SUS oferece atendimento presencial e teleatendimento especializado

Para ampliar o acesso ao cuidado, o SUS oferece teleatendimento em saúde mental para pessoas com problemas relacionados a jogos e apostas e seus familiares. O serviço é sigiloso e permite o acesso à assistência especializada a distância.

Apostar por mais tempo ou gastar mais do que o planejado, preocupar-se frequentemente com jogos e apostas e perceber alterações no sono, no humor, na rotina ou nas relações são sinais que merecem atenção. Familiares de pessoas afetadas também podem utilizar o teleatendimento para receber acolhimento, orientação e acompanhamento.

Confira como acessar:

  • Entre no Meu SUS Digital pelo aplicativo ou pela versão web.
  • Faça login com a conta gov.br.
  • Na página inicial, selecione “Miniapps”.
  • Clique em “Problemas com jogos de apostas?”.
  • Responda ao autoteste disponível na plataforma.

As perguntas ajudam a avaliar a relação com as apostas e a identificar o cuidado mais adequado. Quando o resultado indica risco moderado ou elevado, o encaminhamento para o teleatendimento é feito automaticamente. Nos demais casos, o aplicativo apresenta orientações sobre os serviços da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).

O atendimento presencial pode começar em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), onde apostadores e familiares recebem acolhimento, orientação e avaliação inicial. Quando houver necessidade de cuidado especializado em saúde mental, a equipe pode encaminhá-los a um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), que oferece acompanhamento multiprofissional.

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Plataforma permite bloquear o acesso às apostas

Outra ferramenta disponível para prevenção e cuidado é a Plataforma Centralizada de Autoexclusão, do Ministério da Fazenda. Por meio dela, o cidadão pode solicitar voluntariamente o bloqueio do acesso às plataformas de apostas autorizadas.

Para solicitar a autoexclusão, é necessário acessar a página da ferramenta e entrar com a conta gov.br.

A partir da solicitação, o sistema:

  • bloqueia, de uma só vez, as contas ativas nas plataformas autorizadas;
  • impede a abertura de novas contas com o CPF cadastrado; e
  • interrompe o envio de publicidade direcionada pelas empresas de apostas.

A plataforma também reúne conteúdos sobre jogo responsável, saúde mental e educação financeira, além de autotestes, cursos, materiais educativos e orientações sobre onde buscar atendimento no SUS.

Ao reunir recursos de proteção, informações e canais de atendimento, a plataforma ajuda a reconhecer situações de risco e facilita o acesso aos serviços públicos de saúde mental.

Julianna Valença
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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