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Centrais sindicais anunciam protestos e pressão a deputados contra reforma

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Manifestantes da CUT tomaram Praça da Sé em protesto contra proposta de reforma da Previdência
Roberto Parizotti/CUT

Manifestantes da CUT tomaram Praça da Sé em protesto contra proposta de reforma da Previdência

A Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e outras entidades representativas da classe trabalhadora anunciaram protestos contra a proposta de reforma da Previdência entregue nesta quarta-feira (20)
pelo governo Jair Bolsonaro (PSL) ao Congresso.

Representantes dos grupos sindicais se reuníram desde cedo na Praça da Sé, região central de São Paulo, para assembleia sobre o projeto que altera as regras para se aposentar no Brasil. Cerca de 10 mil pessoas participaram do ato, segundo os organizadores. O presidente da CUT
, Vagner Freitas, avaliou que a proposta representa o “fim da aposentadoria” e convocou trabalhadores a pressionarem deputados para barrarem o projeto na Câmara.

“Não existe reforma. O que Bolsonaro apresentou hoje é o fim da Previdência
, fim da Seguridade Social no País”, reclamou. “Além de o trabalhador não conseguir se aposentar, essa reforma praticamente acaba com todos os benefícios assegurados pela Previdência. Se o trabalhador ficar doente, não conseguirá mais se afastar pelo INSS, é isso o que representa essa proposta”, continuou.

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Freitas disse duvidar que o governo alcance os 308 votos necessários para aprovar a proposta de emenda à Constituição e traçou estratégia para constranger parlamentares. “Vamos pressionar os parlamentares nos aeroportos, gabinetes, nas ruas e dizer que, assim como muitos deputados não voltaram nessa eleição, eles não voltarão ao Congresso se aprovarem o fim da aposentadoria do povo”, ameaçou o líder sindical.

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Além das idades mínimas fixadas para aposentadoria (de 65 anos para os homens e de 62 para as mulheres), os sindicalistas também reclamaram da proposta de capitalização – bandeira do ministro da Economia, Paulo Guedes – e do tempo menor de transição (10 a 12 anos) em relação à proposta de reforma apresentada por Michel Temer (MDB), que era de 20 anos.

Em nota, a Força Sindical elencou nove sugestões para o que eles consideram ser adequado para a reforma da Previdência
:

  1. Revisão ou fim das desonerações das contribuições previdenciárias sobre a folha de pagamento das empresas;
  2. Revisão das isenções previdenciárias para entidades filantrópicas;
  3. Alienação de imóveis da Previdência Social, e de outros patrimônios em desuso, por meio de leilão;
  4. Fim da aplicação da DRU – Desvinculação de Receitas da União – sobre o orçamento da Seguridade Social;
  5. Criação de Refis para a cobrança dos R$ 236 bilhões de dívidas ativas recuperáveis com a Previdência Social;
  6. Melhoria da fiscalização da Previdência Social, por meio do aumento do número de fiscais em atividade e do aperfeiçoamento da gestão e dos processos de fiscalização;
  7. Revisão das alíquotas de contribuição para a Previdência Social do setor do agronegócio;
  8. Destinação à Seguridade e/ou à Previdência das receitas fiscais oriundas da regulamentação dos bingos e jogos de azar, em discussão no Congresso Nacional;
  9. Recriação do Ministério da Previdência Social.
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O documento assinado pelos representantes das centrais sindicais prevê a “realização de um dia nacional de lutas e mobilizações em defesa da Previdência Social Pública e contra o fim da aposentadoria”, mas ainda não há uma data estabelecida para isso.

Em nota, a CTB disse que será iniciada uma “jornada nacional de mobilização” que pode “desaguar na deflagração de uma greve geral”. A primeira data importante para essa “jornada” de protestos deve ser o dia 8 de Março, quando é celebrado o Dia Internacional da Mulher.

Além da CUT
e demais centrais sindicais, também participaram do protesto em São Paulo representantes de grupos como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a Frente Brasil Popular e a Frente Brasil Sem Medo.

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Vereador/VG se “despede” de entidade; sai a Federal e mira votação histórica de Curvo

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Pré-candidato à Câmara Federal pelo PSB, o Vereador por Várzea Grande, Bruno Lins Rios se licenciou da UCMMAT (União das Câmaras de Mato Grosso), para alçar vôo  mais alto. Empossado na entidade em 2021, Rios terá pela frente dois adversários de peso no partido, sendo a primeira-dama de Rondonópolis, Neuma de Morais e o Deputado Estadual, Alan Kardec. O vereador poderá se engajar exclusivamente como representante de Várzea Grande, já que outro pretendente ao mesmo cargo, o Vereador Rogerinho Dakar (PSDB), vê sua sigla “derretendo”. A idéia de Bruno é “bombar” na cidade industrial, para isso vêm se cacifando financeiramente e logicamente formar dobradinhas, dentre as metas, uma delas é aproximar da histórica votação em 2006 do ex-vereador Chico Curvo, batendo 37 mil votos.

 

 

fonte Oempallador

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Datafolha: 55% dizem que não votam em Bolsonaro de jeito nenhum

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Datafolha: 55% dizem que não votam em Bolsonaro de jeito nenhum
Marcelo Camargo/Agência Brasil – 08.03.2022

Datafolha: 55% dizem que não votam em Bolsonaro de jeito nenhum

Dentre os pré-candidatos ao Palácio do Planalto,  o presidente Jair Bolsonaro é o que apresenta o maior índice de rejeição, aponta pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira: 55% dos entrevistados afirmam que não votariam nele de jeito nenhum. O desempenho é melhor que o apresentado na última pesquisa do instituto, quando essa porcentagem chegou a 60%. As duas pesquisas, contudo, não são diretamente comparáveis, já que houve mudanças na lista de candidatos.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é quem ocupa a segunda colocação no ranking, com rejeição de 37%. Na sequência, vêm o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), com 30%; o ex-juiz Sergio Moro (Podemos), com 26%; e o ex-governador Ciro Gomes (PDT), que registrou 23% no índice.

Em um segundo bloco, com números menores, estão o governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite (PSDB), com 14%; Vera Lúcia (PSTU), que registrou 13% de rejeição; Simone Tebet (MDB) e Leonardo Péricles (UP), ambos com 12%; e Felipe D’Ávila (Novo), que marcou 11%.

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Leite, que perdeu nas prévias do PSDB para o governador João Doria, avalia um convite do PSD para concorrer à Presidência, além da possibilidade de concorrer pelo próprio PSDB no lugar de Doria — hipótese estimulada por aliados.

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A baixa rejeição a nomes do segundo bloco, no entanto, passa também pelo grau de conhecimento desses pré-candidatos entre os eleitores. Lula é o mais conhecido pelos entrevistados: 99% disseram saber quem ele é. O presidente Jair Bolsonaro tem índice de 98%, enquanto 90% afirmaram conhecer Sergio Moro. Ciro Gomes tem 89% de conhecimento e Doria, 80%.

Dos entrevistados, 42% dizem conhecer o governador Eduardo Leite, 31% conhecem Vera Lúcia e 30%, Felipe D’Ávila. A senadora Simone Tebet registra índice de 28%, enquanto Leonardo Péricles tem 20% de conhecimento.

O Datafolha ouviu 2.556 eleitores em 181 municípios de todo o país entre terça e quarta-feira desta semana. A pesquisada foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-08967/2022. O nível de confiança do levantamento – isto é, a probabilidade de que ele reproduza o cenário atual, considerando a margem de erro – é de 95%.

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