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BPC poderia subir para R$ 520 na proposta de Previdência sem alterar gastos

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Idosos de baixa renda podem receber o Benefício de Prestação Continuada (BPC)
Arquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil

Idosos de baixa renda podem receber o Benefício de Prestação Continuada (BPC)


O valor do Benefício de Prestação Continuada (BPC), auxílio fornecido para idosos em situação de miséria, poderia ser maior do que o previsto na reforma da Previdência sem alterar os gastos nas contas públicas. O cálculo foi realizado pela  Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado Federal.

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De acordo com o IFI, os idosos de baixa renda que são atendidos pelo BPC
poderiam receber R$ 520, e não R$ 400, como está proposto na Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da nova Previdência, entregue pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) no último dia 20 para aprovação no Congresso Nacional.

A proposta de nova Previdência
 para o BPC prevê o pagamento de R$ 400 para os idosos a partir de 60 anos cuja renda mensal, dividida pelos integrantes de sua família, seja menor que um quarto do salário mínimo (atualmente em R$ 998). Quando esses idosos completassem 70 anos, o benefício enfim chegaria a um salário mínimo. Hoje, o benefício já é equivalente a um salário mínimo e é pago aos idosos pobres a partir de 65 anos.

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Para justificar a diminuição brusca no valor do auxílio, a gestão de Bolsonaro 
argumenta que, dessa forma, vai estimular a contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Caso a reforma da Previdência
seja aprovada de acordo com o texto original, o governo prevê uma economia, em dez anos, de R$ 1 trilhão
. Só com a redução no auxílio para idosos
, segundo o IFI, R$ 28,7 bilhões seriam economizados.

Senadores estão insatisfeitos com proposta para o BPC


O presidente Jair Bolsonaro afirmou, ontem  (28), que o valor do BPC e da idade mínima feminina podem ser negociados
EVARISTO SA / AFP

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, ontem (28), que o valor do BPC e da idade mínima feminina podem ser negociados


Na última quarta-feira (27), o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre
(DEM), alertou o ministro da Economia, Paulo Guedes, de que os senadores estão descontentes com as mudanças no BPC

. “Eles entendem que os recursos que o governo podem arrecadar em relação a isso são poucos em relação ao prejuízo que pode trazer para as pessoas que recebem, portadores de necessidades especiais e idosos”, afirmou.

De acordo com o Alcolumbre, “O sentimento no Senado é de que a gente precisa rever [o BPC]. O Senado já quer se manifestar em relação a isso e debater junto com a Câmara as alterações necessárias desse projeto.”

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Dois dias antes, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia também criticou a diminuição do benefício

. Para ele, mexer nesse ponto tornaria mais difícil a negociação do apoio à PEC da Previdência com governadores de partidos mais à esquerda, como PT e PSB.

Depois da repercussão, Bolsonaro falou a jornalistas na quinta-feira (28) que o valor do BPC
, junto com a idade mínima para aposentadoria das mulheres, podem ser negociados
. “Eu acho que dá para cortar um pouco de gordura e chegar a um bom termo, o que não pode é continuar como está”, afirmou Bolsonaro sobre a Previdência.


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Vereador/VG se “despede” de entidade; sai a Federal e mira votação histórica de Curvo

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Pré-candidato à Câmara Federal pelo PSB, o Vereador por Várzea Grande, Bruno Lins Rios se licenciou da UCMMAT (União das Câmaras de Mato Grosso), para alçar vôo  mais alto. Empossado na entidade em 2021, Rios terá pela frente dois adversários de peso no partido, sendo a primeira-dama de Rondonópolis, Neuma de Morais e o Deputado Estadual, Alan Kardec. O vereador poderá se engajar exclusivamente como representante de Várzea Grande, já que outro pretendente ao mesmo cargo, o Vereador Rogerinho Dakar (PSDB), vê sua sigla “derretendo”. A idéia de Bruno é “bombar” na cidade industrial, para isso vêm se cacifando financeiramente e logicamente formar dobradinhas, dentre as metas, uma delas é aproximar da histórica votação em 2006 do ex-vereador Chico Curvo, batendo 37 mil votos.

 

 

fonte Oempallador

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Datafolha: 55% dizem que não votam em Bolsonaro de jeito nenhum

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Datafolha: 55% dizem que não votam em Bolsonaro de jeito nenhum
Marcelo Camargo/Agência Brasil – 08.03.2022

Datafolha: 55% dizem que não votam em Bolsonaro de jeito nenhum

Dentre os pré-candidatos ao Palácio do Planalto,  o presidente Jair Bolsonaro é o que apresenta o maior índice de rejeição, aponta pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira: 55% dos entrevistados afirmam que não votariam nele de jeito nenhum. O desempenho é melhor que o apresentado na última pesquisa do instituto, quando essa porcentagem chegou a 60%. As duas pesquisas, contudo, não são diretamente comparáveis, já que houve mudanças na lista de candidatos.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é quem ocupa a segunda colocação no ranking, com rejeição de 37%. Na sequência, vêm o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), com 30%; o ex-juiz Sergio Moro (Podemos), com 26%; e o ex-governador Ciro Gomes (PDT), que registrou 23% no índice.

Em um segundo bloco, com números menores, estão o governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite (PSDB), com 14%; Vera Lúcia (PSTU), que registrou 13% de rejeição; Simone Tebet (MDB) e Leonardo Péricles (UP), ambos com 12%; e Felipe D’Ávila (Novo), que marcou 11%.

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Leite, que perdeu nas prévias do PSDB para o governador João Doria, avalia um convite do PSD para concorrer à Presidência, além da possibilidade de concorrer pelo próprio PSDB no lugar de Doria — hipótese estimulada por aliados.

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A baixa rejeição a nomes do segundo bloco, no entanto, passa também pelo grau de conhecimento desses pré-candidatos entre os eleitores. Lula é o mais conhecido pelos entrevistados: 99% disseram saber quem ele é. O presidente Jair Bolsonaro tem índice de 98%, enquanto 90% afirmaram conhecer Sergio Moro. Ciro Gomes tem 89% de conhecimento e Doria, 80%.

Dos entrevistados, 42% dizem conhecer o governador Eduardo Leite, 31% conhecem Vera Lúcia e 30%, Felipe D’Ávila. A senadora Simone Tebet registra índice de 28%, enquanto Leonardo Péricles tem 20% de conhecimento.

O Datafolha ouviu 2.556 eleitores em 181 municípios de todo o país entre terça e quarta-feira desta semana. A pesquisada foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-08967/2022. O nível de confiança do levantamento – isto é, a probabilidade de que ele reproduza o cenário atual, considerando a margem de erro – é de 95%.

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