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Olá, gravateiros e gravateiras. É estarrecedora a notícia de que o desemprego subiu para 12%, em média, no trimestre encerrado em janeiro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São 12,7 milhões de desempregados, sem contar aqueles que desistiram de buscar uma vaga (4,7 milhões de pessoas desalentadas) e aqueles subutilizados (27,5 milhões de pessoas). Enquanto isso, o Banco Central (BC) congelou a taxa básica de juros (Selic) em 6,5% ao ano. Está errado!

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Em primeiro lugar, quero enfatizar que o presidente do BC, Ilan Goldfajn, que está deixando o cargo, e sua equipe fizeram um excelente trabalho. Lutaram contra uma inflação acima de 10%, entregando-a em 4%. Pegaram uma Selic em 14,25%, derrubando-a para 6,5%. O justo elogio, no entanto, não me impede de criticar as últimas decisões dos diretores do Comitê de Política Monetária (Copom), que mantiveram a Selic em 6,5% apesar do claro cenário de estagnação econômica. Ignoraram a existência de milhões de desempregados
no Brasil.

Quando criticado, o BC sempre se defende com o argumento de que a sua missão é buscar o centro da meta de inflação. Verdade. Aqui, no Brasil, a autoridade monetária não tem o chamado duplo mandato (inflação/emprego), como nos Estados Unidos. Ainda assim, o BC vem sendo muito conservador, pois entregou uma inflação abaixo do piso da meta em 2017 (IPCA em 2,9% ante piso da meta de 3,0%) e abaixo do centro da meta em 2018 (IPCA em 3,7% ante um centro da meta de 4,5%). E, se os analistas estiverem certos, o IPCA será de 3,85% em 2019, novamente abaixo do centro da meta de 4,25%. Esses números, por si sós, já mostram que o BC errou ao congelar a Selic em 6,5% desde março de 2018.

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Além disso, o Brasil vem apresentando “pibinhos” (crescimento em torno de 1%) nos últimos dois anos, após a maior recessão de sua história. A consequência óbvia é o nível de desemprego absurdo, o que ajuda a explicar por que a inflação permanece sob controle, inclusive no setor de serviços.

Entendo perfeitamente que o BC, conforme enfatiza em seus comunicados, esteja preocupado com a situação fiscal do País. Todos nós, brasileiros, estamos preocupados. Sabemos que um eventual fracasso na votação da Reforma da Previdência Social será terrível para o Brasil. Um dos impactos negativos será no câmbio, com potencial contaminação inflacionária. Porém, dado que o tempo do Congresso Nacional nunca é o mesmo da sociedade, não é admissível que o BC fique de braços cruzados esperando o ajuste fiscal para, enfim, reduzir os juros. Afinal de contas, a missão do BC não é a meta de inflação?

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Espero que a nova gestão do BC, sob o comando do economista Roberto Campos Neto, tenha o mínimo de sensibilidade para testar níveis menores de juros. Não estou pregando nenhuma irresponsabilidade monetária. Apenas um olhar mais atento aos 12,7 milhões de desempregados
. Cortar gradativamente a Selic não vai gerar empregos de forma milagrosa, mas sinalizará ao mercado que o foco é o crescimento econômico com inflação sob controle. Outra missão é criar as condições para que os juros caiam na ponta final, beneficiando consumidores, empresários e empreendedores. Sugiro, a seguir, um vídeo que trata justamente da caixa preta dos juros.


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Política VG

Vereador/VG se “despede” de entidade; sai a Federal e mira votação histórica de Curvo

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Pré-candidato à Câmara Federal pelo PSB, o Vereador por Várzea Grande, Bruno Lins Rios se licenciou da UCMMAT (União das Câmaras de Mato Grosso), para alçar vôo  mais alto. Empossado na entidade em 2021, Rios terá pela frente dois adversários de peso no partido, sendo a primeira-dama de Rondonópolis, Neuma de Morais e o Deputado Estadual, Alan Kardec. O vereador poderá se engajar exclusivamente como representante de Várzea Grande, já que outro pretendente ao mesmo cargo, o Vereador Rogerinho Dakar (PSDB), vê sua sigla “derretendo”. A idéia de Bruno é “bombar” na cidade industrial, para isso vêm se cacifando financeiramente e logicamente formar dobradinhas, dentre as metas, uma delas é aproximar da histórica votação em 2006 do ex-vereador Chico Curvo, batendo 37 mil votos.

 

 

fonte Oempallador

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Datafolha: 55% dizem que não votam em Bolsonaro de jeito nenhum

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Datafolha: 55% dizem que não votam em Bolsonaro de jeito nenhum
Marcelo Camargo/Agência Brasil – 08.03.2022

Datafolha: 55% dizem que não votam em Bolsonaro de jeito nenhum

Dentre os pré-candidatos ao Palácio do Planalto,  o presidente Jair Bolsonaro é o que apresenta o maior índice de rejeição, aponta pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira: 55% dos entrevistados afirmam que não votariam nele de jeito nenhum. O desempenho é melhor que o apresentado na última pesquisa do instituto, quando essa porcentagem chegou a 60%. As duas pesquisas, contudo, não são diretamente comparáveis, já que houve mudanças na lista de candidatos.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é quem ocupa a segunda colocação no ranking, com rejeição de 37%. Na sequência, vêm o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), com 30%; o ex-juiz Sergio Moro (Podemos), com 26%; e o ex-governador Ciro Gomes (PDT), que registrou 23% no índice.

Em um segundo bloco, com números menores, estão o governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite (PSDB), com 14%; Vera Lúcia (PSTU), que registrou 13% de rejeição; Simone Tebet (MDB) e Leonardo Péricles (UP), ambos com 12%; e Felipe D’Ávila (Novo), que marcou 11%.

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Leite, que perdeu nas prévias do PSDB para o governador João Doria, avalia um convite do PSD para concorrer à Presidência, além da possibilidade de concorrer pelo próprio PSDB no lugar de Doria — hipótese estimulada por aliados.

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A baixa rejeição a nomes do segundo bloco, no entanto, passa também pelo grau de conhecimento desses pré-candidatos entre os eleitores. Lula é o mais conhecido pelos entrevistados: 99% disseram saber quem ele é. O presidente Jair Bolsonaro tem índice de 98%, enquanto 90% afirmaram conhecer Sergio Moro. Ciro Gomes tem 89% de conhecimento e Doria, 80%.

Dos entrevistados, 42% dizem conhecer o governador Eduardo Leite, 31% conhecem Vera Lúcia e 30%, Felipe D’Ávila. A senadora Simone Tebet registra índice de 28%, enquanto Leonardo Péricles tem 20% de conhecimento.

O Datafolha ouviu 2.556 eleitores em 181 municípios de todo o país entre terça e quarta-feira desta semana. A pesquisada foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-08967/2022. O nível de confiança do levantamento – isto é, a probabilidade de que ele reproduza o cenário atual, considerando a margem de erro – é de 95%.

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